Trump anuncia liberação de documentos secretos sobre suposta violação chinesa nas eleições
Reprodução/Casa Branca
Trump anuncia liberação de documentos secretos sobre suposta violação chinesa nas eleições

presidente Donald Trump acusou formalmente a China de violar dados eleitorais dos Estados Unidos e anunciou, nesta quinta-feira (16), a desclassificação de documentos de inteligência que, segundo ele, comprovam a invasão.

De acordo com o mandatário, os relatórios secretos trazem a público vulnerabilidades críticas na infraestrutura de segurança do sistema eleitoral americano.

O que disse Trump

Durante o discurso, Trump afirmou que "todo americano merece saber que, ao votar, seu voto será contabilizado com precisão em um sistema seguro".

O presidente disse que as informações divulgadas mostram que o atual sistema eleitoral estaria exposto a "níveis de ataques cibernéticos jamais imaginados". Até o momento, ele não apresentou evidências públicas que comprovem as alegações feitas durante o anúncio.

Todo americano merece saber que, ao votar, seu voto será contabilizado com precisão em um sistema seguro. Um sistema onde fraudes e interferências não sejam apenas difíceis, mas praticamente impossíveis. Infelizmente, o sistema que temos hoje está muito aquém desse padrão Donald Trump



A promessa de expor as falhas de segurança do país foi o ponto central do pronunciamento. Segundo o republicano, a decisão drástica de tornar os arquivos públicos serve como um alerta necessário à população sobre as brechas nas urnas:

Esta noite, anuncio a desclassificação e a divulgação imediatas de informações críticas, revelando vulnerabilidades alarmantes em nossa infraestrutura eleitoral. Essas evidências mostram que o sistema eleitoral que temos expõe, de forma perigosa e real, níveis de ataques cibernéticos jamais imaginados afirmou Trump



Defesa de Reforma Eleitoral

Trump também alegou que membros do chamado "Estado profundo"(deep state) ocultaram informações sobre a suposta interferência chinesa em 2020. Segundo ele, as agências de inteligência já sabiam do comprometimento de dados de eleitores na época, mas esconderam o fato do governo e da população.

Citando trechos dos documentos para sustentar sua alegação, o presidente voltou a afirmar, que o pleito de 2020 foi fraudado e que o sistema atual continua vulnerável. Para conter novas brechas, ele defendeu mudanças profundas nas regras eleitorais e pressionou o Congresso a aprovar o "Save America Act"(Lei para Salvar a América), além de pedir a proibição quase total do voto por correspondência.

Os arquivos começaram a ser publicados no site da Casa Branca durante o pronunciamento, mas ainda não passaram por análise independente. Até o momento, não há verificação externa que sustente as acusações de fraude, de interferência chinesa ou de um esquema de encobrimento pelas agências de inteligência.

Na eleição de 2020,  Donald Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden. Desde então, ele contesta o resultado sob alegações de irregularidades. Todas rejeitadas pelos tribunais americanos por falta de provas de fraudes generalizadas que pudessem alterar o desfecho do pleito.



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