
Os preços do petróleo caíram, atingindo a cotação mínima em duas semanas sendo impulsionados pela expectativa de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã .
Entretanto, otimismo do mercado reduziu as preocupações com o risco de interrupções no fornecimento do Oriente Médio, apesar das divergências entre Washington e Teerã sobre temas considerados centrais, como os bloqueios no Estreito de Ormuz.
Percentual do mercado global
No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo Brent recuaram US$ 4,71, ou 4,55%, e fecharam cotados a US$ 98,83 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu US$ 4,57, ou 4,73%, para US$ 92,03 o barril.
De acordo com a Reuters, no sábado (23), o presidente dos americano, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã já haviam avançado “em grande parte” nas negociações de um memorando de entendimento para um acordo de paz.
Segundo ele, o pacto poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica que, antes do conflito, concentrava cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Apesar do avanço nas negociações, ambos países ainda divergem sobre pontos considerados sensíveis. No domingo (24), Trump afirmou que orientou seus representantes a não fecharem um acordo “às pressas” com Teerã, indicando que ainda há obstáculos importantes nas tratativas.
A reportagem da Reuters também destaca a avaliação do especialista da MST Marquee, Saul Kavonic. Para ele, as incertezas que ainda cercam o acordo de paz e a situação no Estreito de Ormuz, faz o mercado dar sinais positivos para o curto prazo.
“Apesar de todas as ressalvas e riscos que ainda pairam sobre o acordo de paz e o Estreito de Ormuz, há agora uma luz no fim do túnel, o que trará algum alívio no preço do petróleo a curto prazo”, afirmou.
Especialistas alertam que a retomada completa do transporte de petróleo pelo canal marítimo e o reparo da infraestrutura energética danificada podem levar meses.