
As forças de Israel impediram nesta terça-feira (19), o avanço das últimas embarcações de uma flotilha internacional de ativistas que tentava furar o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza.
Esta ação ocorre em meio a alertas sobre a crise humanitária enfrentada por quase 2 milhões de palestinos, afetados pela falta de moradia, alimentos e medicamentos.
Entenda a operação
Uma transmissão ao vivo da Flotilha Global Sumud mostrou soldados israelenses armados embarcando nas embarcações enquanto ativistas, usando coletes salva-vidas, mantinham as mãos erguidas. Na sequência, os militares destruíram as câmeras instaladas nos barcos.
De acordo com a CBS NEWS, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, pediu uma revisão urgente do uso da força por Israel, após ativistas italianos relatarem que soldados israelenses dispararam balas de borracha contra barcos.
Além disso, os organizadores da flotilha também afirmaram que soldados israelenses atiraram em cinco barcos durante as interceptações, causando alguns danos.
Posicionamento de Israel
Já Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que nenhum disparo de munição real foi efetuado. Em comunicado divulgado na noite desta terça-feira (19), acrescentou que "meios não letais" foram utilizados contra as embarcações como forma de advertência, sem atingir ou ferir manifestantes.
De acordo com a reportagem, o site da fotilha relatou o ocorrido em detalhes, dizendo que as forças israelenses começaram a interceptar a embarcação a cerca de 269 quilômetros da costa de Gaza. Os navios partiram da Turquia na semana passada.
No entanto, Israel considerou uma afronta e classificou a publicação como "uma provocação pela provocação", sem qualquer intenção real de entregar ajuda a Gaza. Os barcos transportam uma quantidade simbólica de donativos para a região.