Prática de swing ao ar livre causa polêmica em praia de nudismo
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Prática de swing ao ar livre causa polêmica em praia de nudismo

Localizada no sul da França, a vila naturista de Cap d’Agde, conhecida por permitir o nudismo em áreas públicas, passa por uma transformação que vem chamando atenção internacional. O complexo, que reúne hotéis, apartamentos, vilas e até um camping, chega a receber até 40 mil visitantes na alta temporada. As informações são do The Sun.

Segundo relatos de frequentadores e especialistas, o perfil do público mudou significativamente ao longo dos anos. Casais adeptos do chamado “swing” , prática de troca de parceiros, passaram a representar uma parcela relevante dos visitantes, alterando a dinâmica do local, antes voltado principalmente ao naturismo tradicional.

Prática de swing ao ar livre causa polêmica em praia de nudismo
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Praia é procurada para swing ao ar livre

O destino, que surgiu como um espaço para férias sem roupas, hoje também atrai o chamado público “lifestyle”, interessado em experiências mais liberais. Em algumas áreas, especialmente em trechos específicos de praia, relatos apontam para comportamentos considerados mais extremos, o que tem gerado debates sobre os limites da convivência no local.

Barbara, uma britânica que frequentou o vilarejo por décadas, contou ao jornal The Sun que percebeu mudanças profundas desde que começou a visitar a região, há cerca de 30 anos. Segundo ela, a chegada de visitantes internacionais com novos interesses tornou o ambiente mais exclusivo e criou uma divisão entre naturistas tradicionais e o novo público.

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Prática de swing ao ar livre causa polêmica em praia de nudismo


Hoje, Barbara administra o aplicativo SpicyMatch, voltado à conexão entre pessoas e organização de eventos no local. Ela estima que a proporção atual seja de cerca de 60% de naturistas para 40% de adeptos do swing.

Apesar das mudanças, a vila mantém características marcantes, como turistas circulando nus por supermercados, salões e lojas. No entanto, episódios em praias específicas, como a chamada “Baía dos Porcos”, têm gerado controvérsia por conta de comportamentos considerados inadequados em espaços públicos.

Autoridades locais afirmam que a região conta com fiscalização constante. Durante o verão, equipes de segurança, salva-vidas e policiais monitoram a área a partir de torres de controle. Além disso, placas espalhadas pelas ruas alertam contra “exibicionismo sexual”, prática que pode resultar em até um ano de prisão e multa de 15 mil euros.

Conflitos entre naturistas e adeptos do swing não são novos. Em 2008, o jornal The Times chegou a relatar tensões entre os grupos, incluindo episódios de violência contra estabelecimentos ligados ao público liberal. Na época, investigadores chegaram a suspeitar de retaliações por parte de naturistas mais conservadores.

Atualmente, no entanto, frequentadores afirmam que o clima é mais pacífico. Segundo Barbara, não há mais conflitos significativos, e os diferentes grupos convivem respeitando seus próprios espaços e preferências.


A popularidade da vila também cresceu nos últimos anos. De acordo com a autora e corretora Victoire Baume, o destino ganhou notoriedade global e continua em expansão. Durante a pandemia de Covid-19, mesmo com registros elevados de casos, o local não chegou a esvaziar completamente, mantendo fluxo de visitantes de diversas partes do mundo.

Hoje, Cap d’Agde segue como um dos destinos mais controversos e comentados da Europa, refletindo mudanças culturais, comportamentais e turísticas em escala global.

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