
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que realizaram, nesta segunda-feira (4), um bombardeio contra uma embarcação que navegava pelo Mar do Caribe sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Segundo os militares, a ação teve como base informações de inteligência que apontavam o uso do barco em rotas conhecidas do narcotráfico. O ataque resultou na morte de duas pessoas que estavam a bordo.
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Nas redes sociais, o Comando Sul (SouthCom), responsável pela operação, confirmou o abatimento do alvo e divulgou informações preliminares, além de publicar um vídeo que registra o momento do ataque. A ofensiva foi conduzida pelo general Francis L. Donovan, que lidera as operações da força na região.
"A Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul realizou um ataque cinético letal contra um navio operado por Organizações Terroristas Designadas. A inteligência confirmou que o navio estava transitando por rotas conhecidas de tráfico de narcóticos no Caribe e estava envolvido em operações de tráfico de narcóticos. Dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação. Nenhuma força militar dos EUA foi ferida", diz a publicação.
Confira o vídeo
Operação mais recente
A operação mais recente de combate ao tráfico conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos ocorreu em 26 de abril, quando três homens foram mortos durante um ataque contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o narcotráfico no Pacífico Oriental.
Na ocasião, a ação também foi confirmada pelo Comando Sul (SouthCom), no X (antigo Twitter) que informou ter atuado com base em dados de inteligência sobre rotas utilizadas por organizações criminosas na região. A iniciativa integra uma série de operações voltadas a interromper o transporte de drogas em águas internacionais.
Saldo da campanha de Trump
Segundo o jornal The Guardian, a campanha iniciada pelo governo Trump para destruir embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico em águas da América Latina ocorre desde o início de setembro (2025) e já deixou ao menos 188 mortos. As ações não se restringem ao Caribe, com registros de ataques também no Oceano Pacífico Oriental.