Militar envolvido na captura de Maduro é investigado
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Militar envolvido na captura de Maduro é investigado

Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos envolvido na operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro foi preso na quinta-feira (23) sob suspeita de ter utilizado informações confidenciais para lucrar com apostas antes da divulgação pública da ação.

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De acordo com investigações, o militar teria apostado antecipadamente na remoção de Maduro do poder em uma plataforma de previsões, obtendo ganhos significativos após a confirmação do desfecho.

Autoridades apontam que ele teve acesso a dados sigilosos por participar diretamente do planejamento da operação, o que pode configurar uso indevido de informação privilegiada e fraude.

O que diz a investigação

De acordo com a CBS News, investigadores federais acreditam que o sargento-mestre do Exército dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, realizou apostas que somam mais de US$ 33 mil na plataforma de previsões Polymarket.

O fato teria acontecido poucas horas após o anúncio do então presidente Donald Trump, em janeiro, informando que Nicolás Maduro havia sido capturado.

A reportagem aponta que, uma acusação formal aponta que o sargento americano foi indiciado por uma série de crimes relacionados ao uso indevido de informações sigilosas.

Entre as acusações estão o uso ilegal de dados confidenciais do governo para benefício próprio, apropriação de informações não públicas, fraude no mercado de commodities, fraude eletrônica e realização de transações financeiras com recursos provenientes de atividade ilícita.

Comunicado oficial da Justiça Americana

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou, em comunicado, que Gannon Ken Van Dyke participou diretamente do planejamento e da execução da operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro.

De acordo com as autoridades, o militar tinha acesso a informações sigilosas sobre a ação e teria utilizado esse conhecimento privilegiado para obter vantagens financeiras em apostas, o que fundamenta as acusações criminais contra ele.


Segundo a CBS News, o procurador dos EUA no Distrito Sul de Nova York, Jay Clayton, afirmou que “mercados de previsão não são um refúgio para o uso indevido de informações confidenciais ou classificadas com fins de ganho pessoal”.

Ele acrescentou que o réu teria violado a confiança depositada pelo governo dos Estados Unidos ao utilizar dados sigilosos sobre uma operação militar sensível para apostar no momento e no desfecho da própria ação, com o objetivo de obter lucro. “Isso configura claramente uso de informação privilegiada e é ilegal sob a lei federal”, concluiu.

A reportagem revelou ainda que, o ex-sargento das forças especiais está na ativa desde 2008, ocupa o posto de sargento-mestre desde 2023 e estava lotado em Fort Bragg, na Carolina do Norte, no momento do suposto crime. A base em que Van Dyke  atuava abriga o quartel-general do Comando Conjunto de Operações Especiais.

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