Moradores relataram circulação reduzida em Caracas após os ataques.
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Moradores relataram circulação reduzida em Caracas após os ataques.

Moradores de Caracas relataram ruas quase vazias no último sábado (03), após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Ao longo do dia, a circulação de pessoas foi menor em diferentes regiões da capital, segundo quem esteve na cidade. O cenário foi descrito como atípico para um fim de semana, com menos carros, comércio funcionando de forma irregular e pessoas evitando deslocamentos longos.


Parte da população optou por permanecer em casa, enquanto outros saíram apenas por necessidade. As informações vêm de relatos de moradores que circularam pela cidade e por áreas próximas. Não houve divulgação de balanços oficiais sobre o funcionamento da cidade, mas quem saiu percebeu mudanças claras na rotina.

Medo e dificuldades no deslocamento

Entre os relatos está o de Noris Prada, que descreveu um dia marcado pelo medo e pela insegurança.

Segundo ele, a madrugada já foi de apreensão.

Senti-me assustado como todo mundo. Assim como acordaram todos os venezuelanos hoje. Muitas famílias não conseguiram dormir. Estive na rua, acabei de voltar de Maracay (cidade vizinha de Caracas), tudo está bloqueado, tudo está ruim, muito ruim”, afirmou.

O depoimento aponta dificuldades de circulação não apenas na capital, mas também em cidades próximas. Noris relatou bloqueios e um cenário complicado para quem precisou se deslocar. A percepção é de que o clima de incerteza influenciou diretamente o movimento nas ruas.

Opiniões sobre o momento do país

Além do medo, alguns venezuelanos associaram o dia a expectativas de mudança política. Ronald Galuee comentou que vê o momento como decisivo após anos de governo contínuo. “Deve haver uma mudança positiva para todos os venezuelanos, pois já são 28 anos de governo e chegou a hora da transição neste país”, disse.

A fala reflete uma opinião pessoal e não representa a visão de toda a população. Ainda assim, mostra que parte dos moradores interpreta os acontecimentos como um possível ponto de virada, mesmo em meio à instabilidade.

Desejo por paz e normalidade

Outro relato ouvido foi o do comerciante Juan Carlos, que destacou que, para muitos, a discussão vai além de alinhamentos políticos. Segundo ele, o desejo principal é por estabilidade. “Não é porque temos uma posição política, mas porque queremos o melhor para o nosso país. Queremos paz, progresso e que a Venezuela tenha, como qualquer outro país, o direito de escolher o seu próprio destino e os seus próprios líderes”, afirmou.

O depoimento reforça que, em meio à tensão, parte da população está mais preocupada com as consequências práticas do cenário atual. Segurança, possibilidade de trabalhar e circulação normal aparecem como prioridades no dia a dia.

Enquanto isso, Caracas segue com movimento reduzido, de acordo com moradores que estiveram nas ruas neste sábado. Entre relatos de medo e expectativas de mudança, o dia foi marcado por incerteza e pela tentativa de entender os próximos passos diante dos acontecimentos recentes.

*Com informações da DW

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