Medidas anunciadas são reação contre decisão da Suprema Corte dos EUA
Divulgação/Twitter Joe Biden
Medidas anunciadas são reação contre decisão da Suprema Corte dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (29) o reforço do contingente militar americano na Europa, incluindo o deslocamento de novas defesas aéreas para Alemanha e Itália.

Em discurso na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Madri, na Espanha, o mandatário disse que a aliança militar ocidental está "mais forte e unida" do que nunca, em uma clara mensagem para a Rússia.

"O artigo 5 da Otan é sagrado, então vamos deixar claro: um ataque a um de nós é um ataque a todos nós", declarou Biden. O presidente lembrou que os EUA já enviaram 20 mil militares à Europa após a invasão russa na Ucrânia, elevando seu efetivo no velho continente para 100 mil.

A nova lista de reforços inclui dois cruzadores para a Espanha, a instituição de um quartel-general permanente do Exército americano na Polônia, uma brigada adicional com 5 mil soldados na Romênia, o aumento das forças de rotação nos países bálticos, dois esquadrões de caças F-35 no Reino Unido e o deslocamento de "defesas aéreas adicionais" para Alemanha e Itália.

O anúncio foi feito na reunião mais importante da Otan nas últimas décadas, com a expectativa de uma ampla reorganização da aliança militar para reforçar o flanco na Europa oriental por conta da guerra na Ucrânia.

"A Rússia representa uma ameaça direta à nossa segurança", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, chamando a cúpula desta semana de "histórica e transformadora".

A reunião também deve marcar a abertura do processo de adesão de Finlândia e Suécia, que abandonaram sua antiga política de neutralidade militar para se proteger contra eventuais agressões da Rússia.

A Turquia ameaçava vetar o ingresso dos dois países escandinavos, mas mudou de ideia após um encontro trilateral em Madri.

De acordo com Ancara, o governo turco vai enviar pedidos de extradição referentes a 33 membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado uma organização terrorista no país, e do grupo acusado de promover o golpe fracassado de 2016, sendo que 21 estão na Suécia, e 12, na Finlândia.

Já a Rússia afirmou que a cúpula da Otan em Madri demonstra a "agressividade" da aliança.


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