Homem de 101 anos acusado de trabalhar como guarda em campo de concentração é condenado a cinco anos de prisão
Reprodução/Twitter (@thedichotome) 28.6.2022
Homem de 101 anos acusado de trabalhar como guarda em campo de concentração é condenado a cinco anos de prisão

A justiça alemã condenou nesta segunda-feira Josef Schütz, de 101 anos, a uma pena de cinco anos de prisão por abusos cometidos durante o Holocausto, quando atuou como guarda num campo de concentração nazista.

Ele é a pessoa mais velha já julgada por crimes durante o massacre de judeus comandando por Adolf Hitler. O idoso nega as acusações.

"Senhor Schütz, você teve um papel ativo durante três anos no campo de concentração de Sachsenhausen, onde foi cúmplice de assassinatos em massa. (...) Todas as pessoas que queriam fugir do campo foram fuziladas. Portanto, qualquer guarda do campo participou ativamente dos assassinatos", disse o presidente do tribunal, juiz Udo Lechtermann, conforme a AFP.

Schütz, ex-cabo da divisão "Totenkopf" da organização paramilitar ligada ao partido Nazista SS, foi guarda do campo de concentração de Sachsenhausen, em Oranienburg, entre 1942 e 1945.

A acusação, que foi apresentada em fevereiro do ano passado, aponta "cumplicidade na morte" de 3.518 prisioneiros. Os promotores argumentam também que o homem contribuiu "material e intencionalmente" para os assassinatos.

Aprisionados no campo de Sachsenhausen, que operou entre 1936 e 1945, estiveram judeus, ciganos, opositores do regime nazista de Hitler e gays. Assassinatos, trabalhos forçados e "experimentos médicos" estão entre os crimes perpetrados no campo.

Crimes nazistas

A justiça alemã corre contra o tempo para responsabilizar pessoas que tenham cometido crimes nazistas. Muitos já faleceram, mas há atualmente 17 processos em andamento, e nenhum dos acusados tem menos de 95 anos.

Desde a condenação a uma pena de cinco anos de prisão para John Demjanjuk, em 2009, aos 91 anos, foram abertas portas para outros julgamentos do tipo. Demjanjuk foi acusado de cumplicidade em mais de 28 mil casos de homicídio.

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