Evacuação de civis em Azovstal
Reprodução/Ansa - 02.05.2022
Evacuação de civis em Azovstal

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou nesta quarta-feira (18) que 959  soldados ucranianos que estavam entrincheirados na siderúrgica Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, se renderam desde a última segunda-feira.

"Nas últimas 24 horas, 694 combatentes, incluindo 29 feridos, se renderam. Desde 16 de maio, 959 combatentes, incluindo 80 feridos, se renderam", disse a pasta em comunicado.

Segundo a nota, pelo menos 51 soldados foram hospitalizados em Novoazovsk, região controlada pelos russos. O destino dos prisioneiros não foi revelado. No entanto, o líder da autoproclamada república de Donetsk, Denis Pushilin, afirmou que um tribunal decidirá o destino dos combatentes ucranianos que se renderam e qualquer um considerado "criminoso de guerra neonazista" deve ser julgado internacionalmente.

"Ainda há muitas pessoas em Azovstal e continuamos a negociar para tirá-los de lá", disse à BBC a vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, afirmando que a operação de resgate na siderúrgica só será concluída quando todos os defensores de Mariupol forem evacuados para os territórios sob controle ucraniano.


Para Maliar, os apelos dos políticos de Moscou para julgar algumas das pessoas retiradas das siderúrgicas por crimes de guerra "provavelmente foram feitos para propaganda interna russa".

De acordo com a agência russa Tass, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a retirada dos militares que ainda permanecem nos túneis de Azovstal pode ser considerada "apenas se deporem as armas e se renderem".

Hoje, o Ministério da Defesa da Rússia publicou vídeos que mostram supostos soldados ucranianos recebendo tratamento hospitalar, após tropas russas provocarem a rendição dos militares que estavam sitiados na siderúrgica de Azovstal.

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