Siderúrgica Azovstal, em Mariupol
Reprodução/Ansa - 23.04.2022
Siderúrgica Azovstal, em Mariupol

Rússia anunciou nesta segunda-feira (25) um cessar-fogo temporário unilateral para a evacuação de civis escondidos na siderúrgica Azovstal, último foco de resistência na cidade ucraniana de Mariupol .

De acordo com o Ministério da Defesa russo, a partir das 14h (8h em Brasília), as tropas do país vão "interromper as hostilidades unilateralmente, retirar unidades para uma distância segura e garantir a saída" de civis.

Em mensagem em seu canal no Telegram, a vice-premiê da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, disse que corredores humanitários só podem ser abertos em comum acordo entre os dois lados.

"Um corredor humanitário anunciado unilateralmente não fornece segurança, portanto não é um corredor humanitário", declarou a vice-primeira-ministra, que ainda pediu para a Organização das Nações Unidas (ONU) garantir a evacuação dos civis na Azovstal.

"Queremos que os representantes da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha estejam no comboio humanitário", acrescentou.

Com uma ampla rede de túneis e abrigos subterrâneos, o complexo siderúrgico Azovstal se tornou o último reduto da resistência ucraniana em Mariupol, cidade estratégica que foi tomada pela Rússia após quase dois meses de cerco.

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Além de militares e combatentes da milícia de extrema direita Batalhão de Azov, a indústria ainda abriga dezenas de civis que se esconderam em seus túneis depois do início da invasão russa.

"As crianças não conseguem dormir por causa dos bombardeios contínuos", disse uma mãe em um vídeo divulgado pelo Batalhão de Azov. "Não temos mais água nem comida. O que daremos de comer às crianças? E o que dizer do mundo todo? Vocês estão vendo como Mariupol está sendo assassinada?", reforçou outra mulher.

A Rússia já deu vários ultimatos para a rendição dos combatentes remanescentes na Azovstal, todos eles ignorados. A conquista de Mariupol é crucial para o objetivo de Moscou de estabelecer uma conexão terrestre entre a Crimeia anexada e os territórios rebeldes no Donbass.

A cidade tinha cerca de 450 mil habitantes antes da guerra, e as autoridades ucranianas estimam que mais de 20 mil pessoas tenham morrido durante o cerco russo.

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