Governo da Rússia diz que vai investigar mortes de civis em Bucha

Comitê investigativo russo afirma que os vídeos divulgados dos corpos são 'provocativos e falsos'

Corpos encontrados em uma rua em Bucha, cidade a noroeste de Kiev
Foto: Reprodução 04.4.2022
Corpos encontrados em uma rua em Bucha, cidade a noroeste de Kiev

Nesta segunda-feira (4), a Rússia afirmou que fará uma investigação sobre os vídeos e imagens de cadáveres espalhados pelas ruas de Bucha, cidade a noroeste de Kiev, capital da Ucrânia. Segundo o Comitê de Investigação russo, o conteúdo é “provocativo e falso”.

O mandatário da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou no domingo (3) que o episódio em Bucha é “genocídio”. A reprodução do ataque chegou às terras ocidentais, líderes e políticos pediram investigações internacionais por supostos crimes de guerra.

Ainda nesta segunda, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov fez uma proposta de levar a discussão para encontro do Conselho de Segurança da ONU. A autoridade russa não teceu comentários sobre o percurso das negociações bilaterais depois do ocorrido.

Entenda

No sábado (2), a Ucrânia declarou que tomou novamente o controle da região próxima à Kiev e das cidades ao redor: Bucha, Irpin e Hostomel.

Entretanto, após a retirada das tropas russas dos locais, o Ministério de Defesa ucraniano relatou a existência de corpos de civis deixados na rua e uma vala comum com quase 300 pessoas. Também disse ter indícios de que civis foram “executados” por militares russos.

A Rússia rejeita a autoria dos ataques. Num comunicado divulgado no Telegram, Ministério de Defesa russo afirmou que os relatos da Ucrânia são falsos.

“Após a retirada das tropas russas de Bucha, as Forças Armadas ucranianas submeteram a cidade a fogo de artilharia. O que também pode levar a baixas civis”, afirmou o órgão russo.

O prefeito de Bucha, Anatoly Fedoruk, disse à agência de notícia 'AFP' no sábado (2) que pelo menos 280 pessoas foram encontradas mortas na cidade. “Todas essas foram baleadas na parte de trás da cabeça. Muitos dos corpos tinham bandagens brancas para mostrar que estavam desarmados”, afirmou Fedoruk.

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