Olaf Scholz, chanceler da Alemanha
Photothek/ Twitter/OlafScholz
Olaf Scholz, chanceler da Alemanha

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, telefonou para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (23) e alertou o chefe do Kremlin que o uso de armas químicas na guerra da Ucrânia será algo "impensável e imperdoável". A informação é do jornal alemão "Die Zeit".

O possível uso desse tipo de armamento vem sendo levantado pelos Estados Unidos após Washington ser acusada de estar patrocinando laboratórios ucranianos que produziriam esse tipo de armas. Para os norte-americanos, dá para saber o que os russos pretendem fazer só "pelas acusações que eles fazem".

Já a agência russa Tass não mencionou o assunto, e se limitou a republicar um comunicado do Kremlin em que afirma que os dois líderes "discutiram a situação sobre a Ucrânia" e focaram "a atenção em problemas sobre as negociações em curso entre as delegações da Rússia e Ucrânia".

"Vladimir Putin pontuou algumas considerações no contexto das posições principais da Federação Russa naquelas conversas", acrescentou.

A informação do jornal alemão coincide com um discurso feito por Scholz no Bundestag (Parlamento) pouco antes do telefonem, em que disse que a "ofensiva de Putin está presa, mesmo com a destruição que leva dia após dia".

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"Putin precisa ouvir a verdade sobre a guerra: a guerra está destruindo a Ucrânia, sim. Mas, também está destruindo o futuro da Rússia. As armas devem parar. E parar rapidamente. Não deixaremos de tentar nada até que a paz volte a reinar em nosso continente", afirmou aos parlamentares.

Por causa da guerra na Ucrânia, a Alemanha mudou uma política que estava em vigor há mais de 70 anos de sempre focar apenas na diplomacia. Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, Berlim aprovou o envio de armas para um país em conflito e anunciou um aumento no seu orçamento para a defesa.

Mesmo sendo duramente afetada por ser muito dependente do gás natural russo, a Alemanha apoiou todas as sanções econômicas, políticas e financeiras da União Europeia e de seus parceiros e aliados.

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