Vladimir Putin
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Vladimir Putin

Em conversa por telefone com o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que estava aberto ao diálogo com a Ucrânia sob a condição de que “todas as suas demandas fossem atendidas". Na conversa, que durou cerca de uma hora e ocorreu por iniciativa da Alemanha, o presidente russo disse ainda esperar que a Ucrânia tome uma posição “razoável e construtiva” durante a próxima rodada de negociações, prevista para o fim de semana segundo os negociadores de Kiev.

“A Rússia está aberta ao diálogo com o lado ucraniano e com todos que desejam a paz na Ucrânia. Mas com a condição de que todas as demandas russas sejam atendidas”, disse Putin, de acordo com um comunicado.

As demandas incluem o status neutro e não nuclear da Ucrânia, sua “desnazificação”, o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia e a “soberania” dos separatistas nos territórios do Leste do país.

Scholz, por sua vez, pediu a Moscou que suspenda todas as ações militares imediatamente e permita o acesso à ajuda humanitária em áreas onde estão ocorrendo combates. Na conversa, Putin negou que as tropas russas tenham bombardeado Kiev e outras cidades da Ucrânia e classificou essas acusações como “falsidades grosseiras”.

“As informações sobre o suposto bombardeio de Kiev e de outras grandes cidades são falsidades grosseiras e propagandísticas”, disse o russo, segundo o comunicado do Kremlin.

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Nos últimos dias, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vem pedindo uma reunião com Putin — segundo ele, a única forma de colocar fim à guerra. O presidente russo, no entanto, endureceu o discurso contra Kiev e o Ocidente na quinta-feira. Ele afirmou que a “operação militar especial”, como chama a invasão ao país vizinho, segue como planejado e que acabará com “com essa anti-Rússia criada pelo Ocidente”, referindo-se à hostilidade de Kiev em relação a Moscou.

Na segunda rodada de negociações, também na quinta, representantes da Rússia e da Ucrânia concordaram com a criação de corredores humanitários em áreas em conflito, mas as principais questões ainda seguem em aberto.

Após mudança em política de defesa, a Alemanha anunciou que vai ampliar a quantidade de armas enviadas à Ucrânia, para ajudar as forças locais a enfrentarem as tropas russas. De acordo com a agência AFP, citando fontes do do governo alemão, serão mandados 2,7 mil mísseis antiaéreos do tipo “Strela”, um modelo portátil fabricado pela União Soviética e adquirido pelas forças da antiga Alemanha Oriental.

*Com informações de agências internacionais

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