O presidente Jair Bolsonaro, durante encontro com o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin
Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro, durante encontro com o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará um pronunciamento oficial nesta segunda-feira (21), às 21h (horário local), sobre os  desdobramentos da crise com a Ucrânia, incluindo um possível reconhecimento de áreas separatistas . Segundo o chanceler alemão, Olaf Sholz, o reconhecimento de Donbass seria uma violação unilateral dos acordos de paz.

Putin disse a Scholz que reconhecerá separatistas

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta segunda-feira (21) ao chanceler alemão, Olaf Scholz e ao presidente da França, Emmanuel Macron, que está prestes a assinar um decreto para reconhecer a independência dos dois territórios separatistas em Donbass, no leste da Ucrânia, uma decisão que poria fim ao processo de paz neste conflito. A informação foi anunciada pelo Kremlin, de acordo com a agência Tass.

Chanceler alemão convoca reunião

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, convocou uma reunião de emergência com os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e "seus parceiros mais próximos", após conversar por telefone com o líder russo, Vladimir Putin, informou o governo alemão.

Polícia de Kiev confirma morte de ucranianos

As autoridades ucranianas confirmaram na tarde desta segunda-feira (21) que dois soldados da Ucrânia foram mortos e outros quatro ficaram feridos em bombardeios separatistas na fronteira.

Ucrânia pede reunião urgente do Conselho da ONU

O governo ucraniano solicitou hoje (21) uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, após o líder russo, Vladimir Putin, afirmar que reconhecerá as repúblicas separatistas do leste do país. "Por iniciativa do presidente Volodymyr Zelensky, pedi oficialmente a realização de consultas imediatas nos termos do artigo 6º do memorando de Budapeste", informou o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, citando o histórico acordo de 1994, também assinado por Rússia, Estados Unidos e Reino Unido, sobre garantias de segurança. O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou seu Conselho de Segurança Nacional.

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