Najib Mikati assume o poder novamente em um país em crise
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Najib Mikati assume o poder novamente em um país em crise

O gabinete do presidente do Líbano, Michel Aoun, anunciou nesta sexta-feira (10) que o premiê designado, Najib Mikati, conseguiu formar um novo governo para o país. Com isso, chega ao fim uma crise política que se arrasta há cerca de 13 meses.

"Não formo um governo, mas sim um time de trabalho a serviço dos libaneses", disse Mikati ao anunciar que serão criados 24 ministérios em sua gestão, divididos igualmente entre cristãos e muçulmanos.

Mikati, um bilionário de 66 anos que já foi acusado por corrupção e nepotismo, assumiu a missão de criar um novo governo no fim de julho, após duas tentativas frustradas.

Ele já foi premiê libanês entre os anos de 2004 e 2005 e entre 2011 e 2014, não sendo muito bem visto pela população, já que sua imagem representa o grupo político que levou o país a uma grave crise econômica e social.

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Os problemas na política se agravaram depois da gigantesca explosão no porto de Beirute, em 4 de agosto de 2020, que matou mais 220 pessoas e causou danos bilionários ao país. Logo após a tragédia, o então premiê, Hassan Diab, apresentou sua renúncia.

A primeira opção de Aoun foi indicar o ex-embaixador libanês em Berlim Mustapha Adib. Porém, nem um mês após a escolha, ele apresentou sua renúncia por não conseguir fechar um acordo.

Na sequência, foi indicado o ex-primeiro-ministro Saad Hariri, que aparentava ter apoio das principais forças políticas e da população. Mas, em 15 de julho deste ano, após apresentar uma segunda proposta de gabinete, ele desistiu da função por ter "divergências" com o presidente. Em 28 de julho, Aoun então indicou Mikati que conseguiu formar um acordo.

Um dos principais problemas para a formação do governo é causado pela necessidade de haver uma divisão igual de cargos entre muçulmanos e cristãos.

Por causa do sectarismo, o presidente deve ser sempre um cristão maronita, o premiê um muçulmano sunita e o chefe do Parlamento um muçulmano xiita. Os parlamentares devem ser 50% cristãos e 50% islâmicos, assim como a divisão dos ministérios.

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