Talibã diz ter tomado controle de Panjshir; resistência nega
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Talibã diz ter tomado controle de Panjshir; resistência nega

Forças do grupo fundamentalista islâmico  Talibã entraram em confronto com a resistência no Vale do Panjshir, a única das 34 províncias afegãs que não havia sido conquistada pelos rebeldes em sua volta ao poder após 20 anos.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (3) por fontes do Talibã, citadas pelo TRT World, que alegaram que o líder da resistência, Ahmed Massoud, e Amrullah Saleh, primeiro vice-presidente afegão que diz ser o "legítimo presidente interino" do país e se refugiou na região, teriam fugido, talvez para o Tajiquistão.

No entanto, Saleh negou a fuga em um áudio enviado à BBC e ressaltou que o grupo que assumiu o poder do Afeganistão bloqueou o acesso humanitário e de remédios, além de cortar a comunicação e eletricidade, em Panjshir.

"Os talibãs estão cometendo crimes de guerra", acrescentou o vice-presidente, pedindo "às Nações Unidas e aos líderes mundiais que tomem nota deste claro comportamento criminoso e terrorista".

Os confrontos intensos registrados na região desde a noite de quinta-feira (2) entre o Talibã e a Frente de Resistência Nacional (NRF) teriam deixado dezenas de combatentes anti-talibãs mortos na província e vários feridos ou capturados.

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Relatos ainda informam que os rebeldes destruíram dois tanques e apreenderam armas e munições. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, disse também que várias zonas e quatro postos de controle no vale foram tomadas.

Entretanto, Fahim Dashty, um representante da frente de resistência, refutou as alegações dos talibãs sobre a tomada do território.

Em uma publicação no Twitter, o ex-presidente afegão Hamid Karzai disse que o Talibã e as forças de resistência em Panshir devem resolver os problemas através do diálogo.

"Espero que as partes resolvam essa questão por meio do diálogo para que nosso povo sofredor possa finalmente desfrutar de paz e felicidade", diz a publicação.

Por fim, Karzai expressou "preocupação" com os confrontos em curso na região e enfatizou que "não são do interesse do país e de seu povo".

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