O empresário Raj Kundra foi preso na Índia por envolvimento em escândalo pornô
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O empresário Raj Kundra foi preso na Índia por envolvimento em escândalo pornô

Um dos empresários mais extravagantes da Índia foi preso esta semana por supostamente produzir filmes pornôs. Segundo as autoridades, o milionário Raj Kundra, de 45 anos, integra uma quadrilha que coagiu várias mulheres a se envolver em vídeos de sexo que foram publicados na internet.

Kundra, cidadão britânico e marido da estrela de Bollywood Shilpa Shetty, é um industrial e proprietário de um time de críquete na Indian Premier League (IPL), o torneio mais rico do mundo da modalidade. Ele foi detido em sua residência na cidade de Mumbai acusado de venda de conteúdo obsceno e anúncios indecentes. De acordo com a lei indiana, publicar ou transmitir material "obsceno", incluindo pornografia, é ilegal e punível com até sete anos de prisão.

Até o momento, nove pessoas foram detidas no curso da investigação, iniciada em fevereiro. Entre elas, estão, um ator, um produtor e um executivo da empresa, segundo a BBC. O empresário nega qualquer irregularidade, e sua defesa afirmou que sua prisão é ilegal.

Segundo a polícia, os acusados fizeram falsas promessas para atrair mulheres que responderam a anúncios encenados. Os clipes nos quais elas atuaram teriam sido filmados em bangalôs alugados. Os vídeos foram transmitidos via aplicativos de celular a cerca de 400 mil assinantes, que pagavam até R$ 28 por mês pelo serviço. Kundra é apontado como o dono de uma empresa envolvida na exibição das imagens.

As investigações que resultaram na prisão do milionário começaram após uma batida policial em um local clandestino onde estava sendo gravado um filme pornô. Na ocasião, em 4 de fevereiro, os agentes disseram ter se deparado com duas pessoas nuas em um sofá, fazendo poses obscenas.

Os policiais prenderam cinco pessoas e apreenderam celulares, laptops e câmeras no local. Uma mulher, que disse estar sendo obrigada a posar, foi resgatada. Após seu depoimento, outras mulheres alegaram ter sido forçadas a atuar. De acordo com as autoridades, elas eram atraídas por promessas de que iriam estrelar longas para a web.

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