Governo indiano deve priorizar vizinhos antes de enviar vacina para outros continentes
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Governo indiano deve priorizar vizinhos antes de enviar vacina para outros continentes

Nos últimos dias, o Governo Federal fez um grande esforço para viabilizar a compra de milhões de doses da vacina contra a Covid-19 que está sendo produzida na Índia, mas acabou recebendo respostas negativas do governo indiano, que afirmou não ter condições de suprir a demanda brasileira no momento . Agora, novas informações apontam que o Brasil terá que "esperar na fila" para garantir o imunizante.

Segundo informações do jornal Times of India, autoridades do governo indiano planejam enviar as primeiras doses da vacina contra o coronavírus para seus "vizinhos asiáticos" nas próximas semanas. A ideia é oferecer as remessas para Nepal, Butão, Bangladesh, Myanmar, Sri Lanka, Afeganistão, Maldivas e Ilhas Maurício como uma forma de diplomacia, garantindo assim que todos consigam iniciar o processo de imunização.

O primeiro carregamento, inclusive, seria entregue em um "gesto de boa vontade" da Índia e os países ficariam apenas com a necessidade de pagar os institutos que estão desenvolvendo as vacinas: o Serum ou o Bharat Biotech . Entre os indianos, a imunização começou no último sábado (16) e alcançou mais de 190 mil pessoas apenas no primeiro dia .

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Com isso, apesar de todos os esforços feitos pelo governo Bolsonaro, que chegou a  adesivar um avião para realizar a coleta das vacinas na Índia e precisou adiar os planos, e do acordo firmado pela Fiocruz com o Instituto Serum para a compra, o  Brasil terá que esperar para ter acesso às doses. 

Ainda de acordo com a publicação, tal "problema de comunição" que levou o Brasil a se antecipar no processo sem ter qualquer confirmação de que ele seria bem sucedido ocorreu por conta da falta de clareza no acordo entre o instituto brasileiro e o indiano.

O Brasil também solicitou uma remessa da vacina desenvolvida pelo Bharat Biotech e já até realizou o pagamento por este envio. Entretanto, o imunizante ainda está em sua fase 3 de testes e não foi disponibilizado para uso emergencial.

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