Samuel Camargo foi indiciado pelo FBI por participar do ataque ao Congresso dos EUA
Reprodução/Montagem iG
Samuel Camargo foi indiciado pelo FBI por participar do ataque ao Congresso dos EUA

Durante as investigações do FBI sobre a invasão ao Capitólio nos Estados Unidos , Samuel Camargo, filho de brasileiros, foi indiciado por ter se envolvido nos atos de insurreição que vandalizaram o Congresso norte-americano. As informações são da Folha de S. Paulo .

Camargo tem 26 anos, nasceu em Boston, no estado de Massachusetts, e hoje mora em Fort Myers, na Flórida. De acordo com as pessoas ouvidas pela  Folha , ele é um apoiador do presidente  Donald Trump e participou dos comícios em Washington e dos atos contra o Capitólio para "defender aquilo em que acredita" .

No entendimento do FBI , Camargo cometeu ao menos quatro crimes durante os protestos. De acordo com a denúncia da agência federal, o acusado responderá por obstruir o trabalho de agentes das forças de segurança; por entrar em local restrito sem autoridade para fazê-lo; por envolver-se conscientemente em ato de violência física contra pessoas ou propriedades em locais restritos; e por usar conduta desordenada ou perturbadora para interromper uma sessão do Congresso — no caso, a certificação da vitória do presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

De acordo com a publicação, Camargo foi identificado em uma denúncia por meio de imagens publicadas na imprensa e redes sociais. Em um dos vídeos, o homem aparece pedindo desculpas aos familiares, amigos e ao povo dos EUA por suas "ações no Capitólio" horas depois da invasão. No entanto, segundo a apuração da Folha , ele não se mostrou arrependido nos bastidores.

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O agente especial do FBI Michael Attard, que assina a denúncia, diz no documento que falou com Camargo por telefone e, segundo ele, o jovem não se mostrou disposta a cooperar com as investigações, afirmando que não tinha informações a fornecer e ainda questionou sua lealdade à Consituição do país. Horas depois, Camargo fez uma nova publicação em sua rede social. "Acabei de falar com um agente do FBI. Acredito que fui inocentado", escreveu ele, demonstrando uma percepção equivocada do próprio caso.


Investigações

Desde o dia do incidente, mais de 140 mil pessoas enviaram informações ao FBI para identificar os participantes da invasão ao Congresso e, conforme o Departamento de Justiça dos EUA, a maior parte das denúncias foi feita por amigos e familiares.

Até o momento, 200 pessoas foram presas e, segundo um levantamento feito pela Universidade George Washington, 80 estão sendo indiciadas por crimes federais.

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