Soleimani
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Aos gritos de "Morte à América", milhares acompanharam o cortejo do general neste sábado



Uma especialista da ONU conclui que o assassinato seletivo do general iraniano Qasem Soleimani pelos Estados Unidos foi "ilegal" e critica o silêncio mundial sobre o assunto.

O ataque de drones lançado pelos Estados Unidos em Bagdá (Iraque) em 3 de janeiro, que encerrou a vida do influente general iraniano Qassem Soleimani e outras nove pessoas, representa uma violação do direito internacional, disse o relator especial da ONU nesta segunda-feira. Execuções extrajudiciais, Agnes Callamard.

"O major-general Soleimani estava encarregado da estratégia e ações militares do Irã na Síria e no Iraque. Mas, na ausência de uma ameaça iminente real à vida, o curso de ação dos Estados Unidos era ilegal", escreveu Callamard

O Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) confirmou que o ataque considerdo "terrorista" por várias nações, foi realizado por ordem direta do presidente Donald Trump.

"O major-general Soleimani estava encarregado da estratégia e ações militares do Irã na Síria e no Iraque. Mas, na ausência de uma ameaça iminente real à vida, o curso de ação dos Estados Unidos foi ilegal ”, disse a relatora especial das Nações Unidas sobre assassinatos seletivos e execuções extrajudiciais, Agnes Callamard, em um relatório citado por a agência britânica Reuters.

Referindo-se ao ataque de 3 de janeiro nos EUA, a especialista destaca que é a primeira vez que um país invoca legítima defesa como justificativa para um ataque contra um ator estatal no território de um país terceiro.

Callamard enfatizou que o ataque dos EUA a Soleimani violou a Carta das Nações Unidas, portanto, considerou necessário que os responsáveis ​​por esse crime seletivo fossem responsabilizados.

Em sua abordagem , ela ejeitou  também  a inação e o silêncio do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e da comunidade internacional diante do ataque criminal a Soleimani e aos outros militares.

Callamard planeja apresentar seu relatório na próxima quinta-feira no Conselho de Direitos Humanos da ONU (UNHRC), do qual os EUA, proclamador do defensor de direitos humanos, se retiraram em junho de 2018, para evitar se pronunciar sobre os crimes. Israelenses.



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