Covid-19
Agência Brasil
Ministério da Saúde tenta comprar respiradores da China

As autoridades de saúde dos Estados Unidos comemoram resultados encorajadores sobre a recuperação de pacientes internados em estado grave com Covid-19 . De acordo com os dados coletados em diversos hospitais, as chances de sobrevivência de pessoas entubadas na UTI aumentou na comparação com os primeiros dias da pandemia.

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Os primeiros relatórios de China e Itália, os primeiros países mais afetados pela pandemia, determinavam que a maioria dos pacientes encaminhados para a UTI morria. Quando a doença chegou nos Estados Unidos, os hospitais reportaram taxas de mortalidade mais baixas. 

Segundo especialistas, a comunidade médica se tornou mais “habilidosa” nos cuidados de pacientes internados em estado grave. Alguns hospitais nos Estados Unidos estão sendo cada vez mais seletivos ao escolher as pessoas que precisam de ventilação. 

Os hospitais americanos estão menos cheios na comparação com o pior momento da pandemia na China ou na Itália. “A decisão de entubar um paciente está nas nossas mãos. Isso não muda”, afirma Greg Martin, professor de medicina da Universidade de Emory.

Em um estudo publicado no dia 26 de maio, a equipe do Dr. Martin determinou que 35,7% dos pacientes com Covid-19 que precisavam de ventiladores morriam. Os primeiros dados de Wuhan e Itália colocavam o número na faixa de 80%.

O uso de drogas como remdesivir, que reduz o tempo de recuperação dos pacientes em estado grave, e o corticóide dexametasona ajudou a reduzir o número de mortes por Covid-19. “Aprendemos muito sobre a Covid-19 desde o começo do ano”, afirma o especialista em medicina pulmonar, Dr. Russel Buhr. 

Cerca de 20% dos pacientes sintomáticos com Covid-19 precisam ser hospitalizados, sendo que 5% são encaminhados à UTI. Nos casos mais graves, um paciente pode ficar sedado por semanas, enquanto um respirador mecânico faz o trabalho do pulmão. 

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