refugiados
Agência Brasil
Foram entrevistados mais de 90 sobreviventes e organizações em cinco países, incluindo o Reino Unido


A pandemia de coronavírus está elevando as vulnerabilidades existentes dos refugiados e imigrantes em todo mundo, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Birmingham, divulgada pelo jornal The Guardian. O estudo revelou que muitas dessas pessoas não têm documentos e estão desesperadas por ajuda médica, mas com medo de serem denunciadas às autoridades de imigração e de deportadas, sofrem em silêncio.

O relatório, intitulado "Entendendo o Impacto da Covid-19 nos Sobreviventes de Violência Sexual e de Gênero", entrevistou mais de 90 pessoas e organizações em cinco países, incluindo o Reino Unido.

Foi constatado que essas vítimas se encontram detidas ao lado de criminosos, sem acesso a abrigos ou a organizações de acolhimento e, como resultado, estão sofrendo abusos.

Jenny Phillimore, principal autora da pesquisa, disse que "algumas mulheres e seus filhos estão famintos e sem assistência médica, totalmente destituídos e dependentes da generosidade dos outros". 

Para piorar a stituação, o relatório indica ainda que, em alguns países, houve aumento do tráfico humano, bem como a pressão exercida sobre as crianças para que se casassem.

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