Argentina
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Cidades da Argentina entram em novo regime de contenção a partir desta segunda-feira

Nesta segunda-feira (11), a Argentina oficializou a extensão da quarentena no país, que já havia sido divulgada anteriormente pelo presidente Alberto Fernández, até o dia 24 de maio e definiu novas exigências para a futura flexibilização na batalha contra o Covid-19, que já infectou mais de seis mil pessoas e matou 305 no país.

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Segundo informações do jornal La Nacion, o decreto define que a partir de hoje, salvo a cidade de Buenos Aires e seus subúrbios, a Argentina avançará para uma reabertura progressiva, o que implica em alterações de mobilidade de cerca de 75% da população.

"Governantes de regiões que possuam até 500 mil habitantes poderão definir novas exceções nas regras de proibição de circulação com o intuito de autorizar atividades de indústrias, serviços e comércios. Para isso, deverão contar com a aprovação prévia das autoridades sanitárias e implementar um protocolo de funcionamento que contemple o cumprimento de todas as recomendações e instruções das autoridades nacionais", define trecho do documento divulgado pelo governo .

Confira as outras regras que precisarão ser cumpridas

  • O tempo de duplicação dos casos confirmados de Covid-19 não pode ser inferior a 15 dias.
  • O sistema de saúde precisará contar com capacidade suficiente e adequada para responder a uma eventual demanda sanitária.
  • Avaliação positiva das autoridades sanitárias a respeito do risco sócio-sanitário em relação a densidade populacional da área.
  • Garantia de que o número de pessoas autorizadas a deixar o isolamento social, preventivo e obrigatório não seja maior do que 75% da população total.

Por outro lado, no caso de regiões com mais de 500 mil habitantes, os governantes só poderão autorizar a retomada de atividades quando o protocolo de funcionamento estiver incluído na resolução. Para isso, deverão contar com a "aprovação prévia da autoridade sanitária provincial, ordenar a implementação do protocolo e comunicar a medida de forma imediata ao Ministério da Saúde".

O documento define ainda que, para receber a autorização, essas praças mais movimentadas precisarão ter um tempo de duplicação de casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) maior do que 25 dias e que as empresas deverão garantir o translado de casa até o serviço para todos os funcionários, para que não haja a necessidade do uso de transporte público.

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Por fim, o texto ainda lista quais as atividades que permanecem proibidas na Argentina : escolas, eventos sociais, culturais, recreativos, desportivos e religiosos, centros comerciais, cinemas, teatros, bibliotecas, museus, restaurantes, bares, ginásios, clubes, transportes públicos interurbanos ou internacionais, atividades turísticas, parques e praças.

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