Em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a Europa celebrou, nesta sexta-feira (08), os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Com homenagens que reuniram poucas pessoas, diferentemente dos últimos anos, os europeus também fizeram paralelos com a atual situação do mundo.

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Boris Johnson
Divulgação / Flickr
Boris Johnson

"Neste aniversário, estamos empenhados em uma nova luta, contra o coronavírus, que pede o mesmo espírito de esforço nacional que vocês exemplificaram há 75 anos", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, - curado da Covid-19 - que acendeu uma vela na Abadia de Westminster durante a manhã desta sexta (08).

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O país também observou dois minutos de silêncio em memória das vítimas do conflito e, à noite, a Rainha Elizabeth II fará um discurso televisivo sobre a data.

Em Paris, o presidente da França, Emmanuel Macron, depositou uma coroa de flores em frente ao monumento do soldado desconhecido e fez um minuto de silêncio pelas vítimas da Segunda Guerra.

Já em Berlim, a chanceler Angela Merkel também prestou suas homenagens no Memorial da Guerra, em ato semelhante ao do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que depositará uma coroa de flores no Memorial da Guerra na Praça Vermelha de Moscou.

"Passaram-se 75 anos desde o fim da guerra na Europa. 75 anos de paz, depois de décadas de guerras vividas pelos nossos pais, avós e bisavós. Vamos cuidar de uma Europa unida", disse o comissário de Economia da União Europeia e ex-premier italiano, Paolo Gentiloni.

Quem também se manifestou foi o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, que lembrou que a entidade "foi fundada sobre as ruínas da Segunda Guerra Mundial, criando um laço indissolúvel entre Europa e América do Norte".

"Hoje somos 30 amigos e aliados. Nós lembramos. E somos mais fortes juntos", disse Stoltenberg em mensagem.

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O dia 8 de maio é celebrado na Europa por representar o dia em que o Reino Unido e seus aliados aceitaram a redenção incondicional dos nazistas alemães após seis anos de combates. Estima-se que o conflito tenha causado mais de 50 milhões de vítimas - sendo que a metade delas eram civis.

Com informações da ANSA *

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