
A Organização das Nações Unidas (ONU) mais que triplicou o tamanho de seu apelo
à ajuda humanitária, nesta quinta-feira (07), para ajudar os países mais vulneráveis ameaçados pela pandemia de coronavírus. Há apenas seis semanas, o pedido foi de US$ 2 bilhões e saltou para US$ 6,7 bilhões agora.
A enorme expansão do apelo, anunciada por Mark Lowcock, o principal oficial de ajuda humanitária da ONU, refletia o que ele descreveu como um plano global atualizado que inclui nove países adicionais, considerados especialmente vulneráveis: Benin, Djibuti, Libéria, Moçambique, Paquistão, Filipinas, Serra Leoa, Togo e Zimbábue.
Embora o pico da pandemia nos países mais pobres não seja esperado até daqui a três a seis meses, a ONU disse, em um comunicado, que "já existem evidências de queda na renda e empregos desaparecendo, suprimentos de alimentos e preços subindo, e crianças sem vacinas e refeições."
Lowcock, que chefia o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse no comunicado que "a menos que tomemos medidas agora, devemos estar preparados para um aumento significativo no conflito, na fome e na pobreza. O espectro de várias fomes aparece".
Lowcock projetou, recentemente, que o custo a longo prazo de proteger os 10% mais vulneráveis do mundo dos piores impactos da pandemia é de aproximadamente US$ 90 bilhões . Esse valor é equivalente a cerca de 1% dos atuais pacotes de estímulo econômico anunciados pelos países mais ricos do mundo.