O rápido avanço do novo coronavírus (Sars-coV-2) no Brasil está "assustando" os governos vizinhos. O País contabiliza, até a noite deste domingo (03), 101 mil casos ativos e 7 mil mortes devido à enfermidade. Só nas últimas 24 horas foram registrados, segundo o site WorldMeters, 4 mil contágios.

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Presidente Jair Bolsonaro segue participando de eventos com grande aglomeração de pessoas
Fotoarena / Agência O Globo
Presidente Jair Bolsonaro segue participando de eventos com grande aglomeração de pessoas

No Twitter, o diretor de vigilância da saúde do Paraguai , Guillermo Sequera, afirmou que, "se o Brasil espirra, nós pegamos pneumonia". A crítica foi publicada na última sexta (1º), quando o Ministério da Saúde local indicou que, dos 67 casos confirmados de Covid-19 naquele dia, 63 eram de pessoas que vieram do Brasil.

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Em março de 2020, o exército paraguaio chegou a cavar, a pedido do governo, uma vala na principal rota de entrada para a cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero. A intenção era dificultar que pessoas vindas do Brasil a pé, via Ponta Porã (MS), entrassem por ali e circulassem. 

Na  Argentina ,  províncias como Misiones e de Corrientes, estão em alerta. Mesmo com a fronteira fechada, caminhões com mercadorias têm permissão para transitar e, segundo a agência Associated Press, um motorista brasileiro morreu infectado pelo novo vírus enquanto estava em solo argentino.

À época, Laureano Rodríguez, chefe de Redação do jornal Primera Edición , declarou: "as notícias do aumento da doença no Brasil nos alarmam, porque somos uma das portas de entrada do país".

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Em resposta, o embaixador brasileiro na Argentina , Sergio Danese, escreveu um artigo publicado no jornal La Nación , no qual sugere que Brasil e Argentina sejam solidários ao enfrentar a crise. Também afirmou que "não é correto apontar o dedo um ao outro enquanto temos um enorme desafio para superar, [a Covid-19 ]".

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