Yelena Nepomnyashchaya
reprodução / Twitter
Médica e diretora de hospital Yelena Nepomnyashchaya

A médica e diretora de um hospital para veteranos de guerra na região de Krasnoyarsk, localizado na Sibéria, na Rússia, caiu do quinto andar de um prédio no centro médico durante uma discussão sobre a Covid-19 com o ministro regional da Saúde, com quem estava em teleconferência, no último sábado (25). Yelena Nepomnyashchaya, de 47 anos, manifestou-se contrária à transferência de pacientes de Covid-19 para o seu hospital alegando não ter equipamentos protetores para os profissionais da Saúde e treinamento adequado. O ministro Boris Nemik exigiu 80 leitos destinados a pacientes com a doença.

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De acordo com o "Moscow Times", o estado de saúde de Yelena, que é casada e tem dois filhos, é crítico. A polícia investiga se a queda foi acidental ou resultado de ato criminoso. Aleksey Podkorytov, vice-chefe do governo de Krasnoyarsk disse que "há várias maneiras de explicar o incidente".

"Muitas coisas podem ter acontecido", declarou ele à emissora TVK Krasnoyarsk, não descartando que Yelena estivesse sendo submetida a forte estresse.

Uma fonte disse ao jornal "Novaya Gazeta" ter estranhado a queda, já que todo o setor administrativo fica no segundo andar do prédio.

"Visitei esse hospital mais de uma vez. Todas as salas da administração, incluindo a sala da diretora ficam no segundo andar. Então essa história que a diretora caiu da sua sala é uma mentira", afirmou.

Ativistas classificaram a queda como "misteriosa" e citaram casos de dissidentes de Moscou que caíram de prédios sem explicação. O caso mais recente foi o do jornalista investigativo Maxim Borodin, de 32 anos, que caiu do quarto andar de um prédio quando investigava as relações entre a Rússia e a Síria.

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"Mais uma queda misteriosa na Rússia", escreveu no Twitter Matthew Luxmoore, correspondente em Moscou da Radio Free Europe, comentando sobre o incidente de Yelena.

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