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Ainda não há detalhes suficientes sobre como isso funcionaria na Austrália para saber quais são as implicações


O governo australiano planeja lançar um aplicativo, em breve, para tentar  automatizar o rastreamento de contatos de coronavírus e permitir o alívio das restrições de isolamento. Segundo o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, o software - que está sendo analisado pela Diretoria de Sinais da Austrália - seria semelhante ou baseado no modelo da empresa Singapore TraceTogether.

Esse modelo funciona usando Bluetooth para  registrar  qualquer pessoa que se aproxime de outra que também tenha o programa instalado. Nesse caso, IDs anônimos são compatilhados, armazenados e criptografados nos celulares durante 21 dias.

Se alguém estiver infectado com coronavírus , as autoridades poderão fazer um upload da lista de IDs anônimos nos últimos 14 dias para rastreamento de contato. A versão do aplicativo em Singapura coleta números de celulares que não são enviados a todos os usuários, apenas aos proprietários do aplicativo e ao departamento de saúde. 

De acordo com o primeiro-ministro australiano, o consentimento dos cidadãos seria a chave para o uso do aplicativo. A declaração indica que a medida não seria obrigatória, e as pessoas compartilhariam informações através do software apenas se quisessem. A versão do aplicativo em Singapura permite que as pessoas enviem um e-mail ao governo para que seu celular e ID sejam excluídos do servidor.

O gabinete nacional australiano disse, nesta quinta-feira (16), que o app pode ser uma ferramenta valiosa "se os números aumentarem e o aplicativo for amplamente aceito".

Não está claro qual porcentagem da população precisaria usá-lo para que o governo o considerasse bem-sucedido, mas alguns estimam que seria necessário um aproveitamento de cerca de 50% dos usuários de celulares.

Também não há detalhes suficientes sobre como ele funcionaria na Austrália para saber quais serão as implicações. Morrison afirmou que está pressionando para que a versão australiana tenha mais proteções à privacidade do que o modelo de Singapura.

"A razão pela qual  não estamos prontos é que ainda estamos trabalhando para garantir que o aplicativo atenda às proteções de privacidade, que são robustas e necessárias ao contexto australiano."

Especialistas em privacidade alertaram que o aplicativo precisa ser mais descentralizado , para que os servidores centrais que armazenam os IDs não se tornem alvos para possíveis hackers.

O ministro dos Serviços Governamentais, Stuart Robert, citou que o aplicativo estava passando por uma avaliação de impacto com a ajuda do Australian Cyber ​​Security Center. Quando pressionado para obter mais detalhes, ele não quis mais comentar sobre o assunto.

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