Hidroxicloroquina pode causar “morte cardíaca súbita”, diz CIA arrow-options
Luiz Silveira/Agência CNJ
Eficácia da cloroquina precisa de comprovação médica

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos ( CIA ) desaconselhou seus funcionários a tomarem hidroxicloroquina, remédio defendido pelo presidente estadunidense Donald Trump como uma opção para tratar o novo coronavírus (Sars-Cov-2). 

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“Existem efeitos colaterais potencialmente significativos, incluindo morte cardíaca súbita, associada à hidroxicloroquina ”, afirmou um aviso da CIA em um site privado apenas para funcionários. A mensagem foi publicada no dia 27 de março, mas foi divulgada ao público nesta terça-feira (13) pelo jornal dos estadunidense Washington Post.

O presidente Jair Bolsonaro também defende o uso de um remédio similar à hidroxicloroquina, a cloroquina, que tem a mesma substância como base, apesar de ter uma formulação diferente. Os efeitos colaterais da hidroxicloroquina, no entanto, são considerados mais sutis que o da cloroquina, que tem sido estudada no Brasil para combater o novo coronavírus .

“Neste momento, o remédio não é recomendada para ser utilizada em pacientes, com exceção de prescrições de profissionais médicos que o receitam como parte de uma pesquisa em andamento”, comunicou a CIA .

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“O uso individual em pacientes precisa ser cuidadosamente selecionado e monitorado por um profissional de saúde", afirmou a agência de inteligência sobre o uso da hidroxicloroquina . A agência ainda destacou, deixando em negrito a mensagem “Por favor, não obtenha este medicamento por conta própria”.


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