EUA
Reprodução/Facebook
EUA são o atual epicentro do novo coronavírus

Atual epicentro da Covid-19 no planeta, com quase um terço dos casos confirmados e mais de 23 mil mortos, os EUA ainda não chegaram ao pico da epidemia da doença e já podem enfrentar problemas de uma possível "segunda onda" do vírus no país.

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Segundo informações da agência France Presse, especialistas apontam que um possível relaxamento nas restrições de isolamento social, cogitado pelo presidente Donald Trump para começar já no início de maio, poderia acarretar em uma piora do quadro do novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos EUA .

Em discurso recente, Trump afirmou que tem autoridade para impôr retomada das atividades no país, mas que decisão seria tomada em conjunto com estados. Isto porque o sistema federal norte-americano concede plenos poderes aos governadores, que podem ter posturas diferentes para os mesmos temas. Até o momento, alguns já informaram que irão seguir o presidente e iniciar o processo de relaxamento em maio.

Entretanto, os especialistas afirmam que a decisão acontece apenas por uma falsa impressão de que a pandemia está se normalizando no país causada pela redução no número de mortes diárias e de novos casos de contágio. Eles apontam ainda que um maior número de testes deveria ser feito e que os hospitais precisariam ter mais leitos para acomodar os pacientes.

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"Talvez alguns estados comecem essa abertura em maio, outros não. Se fizermos isso, não há dúvida de que haverá aumento no número de casos do Covid-19 nos EUA ", afirmou Christopher Murray, diretor do Instituto de Avaliação e Medição de Saúde da Universidade Estadual de Washington, em entrevista à CBS.

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