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Se houver respaldo científico, medidas de isolamento podem ser reduzidas no país

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo estuda flexibilizar algumas das medidas de isolamento impostas pela pandemia do Covid-19 até o fim de abril, desde que haja respaldo da ciência.

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A declaração foi dada em entrevista à rede britânica BBC, em meio à tendência de desaceleração da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Itália , onde o balanço oficial contabiliza cerca de 140 mil casos e 17,6 mil mortes.

"Precisamos escolher setores que possam recomeçar sua atividade. Se os cientistas confirmarem isso, podemos começar a relaxar algumas das medidas já no fim deste mês", disse. As restrições à circulação entraram em vigor em 10 de março, enquanto o veto a atividades produtivas não-estratégicas passou a valer no fim do mês passado.

As medidas ficam em vigor ao menos até 13 de abril, mas a declaração de Conte aponta para uma nova prorrogação. Segundo informações de bastidores, a chamada "fase 2" da pandemia deve se desenvolver em duas etapas: a primeira seria de pequenas aberturas para as atividades produtivas; e a segunda seria com regras mais flexíveis para a circulação de pessoas.

A Ansa apurou que o comitê técnico-científico que assessora o governo na crise já estaria preparando um mapa com o nível de risco de todas as atividades produtivas para indicar quais poderiam ser retomadas. As empresas seriam divididas em três categorias: risco baixo, médio e alto, sendo que cada uma comportaria medidas e níveis de distanciamento específicos.

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Com a desaceleração do ritmo de contágio, a Itália busca agora zerar o número de novos casos por dia, o que fará o país ganhar tempo para resolver a carência de testes para diagnósticos e formar um cenário mais preciso do tamanho da pandemia - a própria Defesa Civil admite que o número real de casos pode ser 10 vezes maior que o divulgado.

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