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Agência Brasil
As máscaras filtram 95% das partículas transportadas pelo ar


As autoridades americanas impediram que quase três milhões de máscaras especializadas fossem exportadas para a província mais populosa do Canadá, em meio a temores crescentes de que Ontário fique sem suprimentos para a equipe médica que luta contra o coronavírus até o final da semana.

Na última sexta-feira (03), Donald Trump invocou a Lei de Produção de Defesa de 1950, dando ao governo "toda ou qualquer autoridade" para a exportação de respiradores N95 para Canadá e América Latina.

As máscaras, que filtram 95% das partículas transportadas pelo ar, são vistas como uma ferramenta crítica para os profissionais de saúde da linha de frente na luta contra a Covid-19.

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira (06), o premier de Ontário, Doug Ford, disse que as 500.000 máscaras foram liberadas para liberação, mas quase três milhões de máscaras foram interceptadas por autoridades americanas no centro de Dakota do Sul.

"Sabemos que os EUA não estão permitindo suprimentos na fronteira com os EUA", afirmou Ford. "A dura verdade é que nossos suprimentos em Ontário estão ficando  escassos e, quanto mais novos casos, mais demanda há em nossos recursos".

A fabricante 3M, inicialmente, resistiu à ordem executiva do presidente Trump, alertando em comunicado que a medida teria "implicações humanitárias significativas" para países desesperados por equipamentos de segurança.

No fim de semana, Trump criticou duramente a empresa, alertando que ela teria "um grande preço a pagar".

"Precisamos das máscaras. Não queremos que outras pessoas o entendam", disse Trump em um comunicado divulgado a repórteres. "É por isso que estamos instituindo [o] ato de produção de defesa. Você pode chamá-lo de retaliação, porque é isso: é uma retaliação. Se as pessoas não nos derem o que precisamos, seremos muito durões", afirmou. 

A 3M não respondeu diretamente às observações do presidente nem disse se pretendia continuar exportando equipamentos de proteção. Mas divulgou uma declaração, neste domingo (05), dizendo que "continuaria a maximizar a quantidade de respiradores que podemos produzir para os heróicos profissionais da saúde nos EUA e no mundo".


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