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Agência Brasil
Em alguns locais dos EUA, as autoridades já recomendaram o uso fora de casa


O governo de Donald Trump está envolvido em um debate com conselheiros da Casa Branca e autoridades de saúde pública sobre o uso de máscaras fora de casa. O embate já impediu um anúncio público de que o uso poderia impedir a propagação do coronavírus. 

As principais autoridades dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDD) estão pressionando o presidente Trump a aconselhar a todos - mesmo as pessoas que parecem saudáveis ​​- a estarem com uma máscara ao ir ao supermercado ou a outros locais públicos.

A questão tornou-se mais urgente desde que o diretor da CDD, Robert Redfield, disse que até um quarto das pessoas já infectadas pode não apresentar sintomas, mas ainda contribuir para a transmissão "significativa".

No entanto, alguns funcionários da Casa Branca resistiram, de acordo com o que disse um dos principais líderes da CDC ao New York Times - ele teve acesso a uma troca de e-mails suspeita. O funcionário disse que as pessoas ao redor de Trump o pressionam a limitar a orientação de usar máscaras apenas para pessoas em "áreas de transmissão generalizada".

Em algumas partes do país, incluindo Los Angeles e Nova York, as autoridades locais já pedem aos moradores que cubram seus rostos.

Deborah Birx, coordenadora da resposta ao coronavírus da Casa Branca, expressou na quinta-feira (02) sérias reservas, dizendo que pedir a todos os americanos que usem máscaras pode inadvertidamente enviar o sinal de que está certo abandonar o distanciamento social e retornar à vida pública. "Não queremos que as pessoas sintam que estão protegidas e protegendo os outros apenas com máscaras'', afirmou Birx durante uma coletiva.

Escassez

Outras pessoas na Casa Branca expressaram preocupação de que pedir a todos os americanos que usem máscaras poderia aumentar a escassez de mão-de-obra nos  hospitais . Em um movimento para aumentar a disponibilidade de máscaras, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) disse, nesta sexta-feira (03), que permitiria o uso de um modelo equivalente à máscara N95, de origem chinesa e altamente protetora.

Os hospitais de todo o país estão ficando sem máscaras N95, que filtram pelo menos 95% das partículas com 0,3 mícrons ou mais. A nova liberação do FDA é para máscaras KN95, que o CDC lista como uma alternativa adequada quando os N95s não estão disponíveis. Eles atendem basicamente aos mesmos padrões, mas são regulamentados pelo governo chinês, e não pela agência americana.

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