Geng Shang, ministro das Relações Exteriores da China, anunciou a expulsão dos jornalistas norte-americanos
Reprodução/HispanTV
Geng Shang, ministro das Relações Exteriores da China, anunciou a expulsão dos jornalistas norte-americanos


O governo da China anunciou, nesta quarta-feira (19), a revogação das credencias de imprensa de três jornalistas do Wall Street Journal, veículo dos Estados Unidos, e deu cinco dias para o trio deixar o país. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Geng Shuang, a expulsão foi motivada por um artigo considerado ofensivo e preconceituoso, publicado no jornal norte-americano sob o título ‘A China é o verdadeiro homem doente da Ásia’.

“Os editores usaram um título tão racialmente discriminatório, despertando indignação entre o povo chinês e a comunidade internacional”, comunicou Shuang.

“Lamentavelmente, o que o Wall Street Journal fez até agora nada mais é do que se desviar de sua responsabilidade. Não foi feito nenhum pedido desculpas oficial e não foram informadas medidas do que eles pretendem fazer com as pessoas envolvidas. Por isso, está decidido que, a partir de hoje, as credencias de imprensa dos três jornalistas estão revogadas”, completou.

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Relação tensa

A relação da China com jornalistas estrangeiros é norteada por uma postura vigilante por parte do governo. Autoridades chinesas têm usado restrições de visto para mostrar descontentamento ou colocar pressão sobre a imprensa de fora do país. Muitos dos repórteres que atuam por lá conseguiram aprovação apenas para vistos de curto prazo, em vez do visto padrão de um ano.  

A Organização de Correspondentes Estrangeiros da China emitiu uma nota repudiando a decisão.

 “As expulsões de jornalistas na China representam uma tentativa extrema das autoridades chinesas de punir organizações de comunicação que conduzem um trabalho factual sem tecer elogios ao país e sua liderança. Esse tratamento com correspondentes contraria as alegações feitas pela própria China, que diz apoiar a abertura e inclusão. Tais ações devem suscitar outra preocupação, até porque a China se prepara para sediar grandes eventos globais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022”, diz a nota.

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