Igreja Universal é alvo de dois processos na Angola
Radio Angola
Igreja Universal é alvo de dois processos na Angola


Investigada por  desvio de dinheiro, discriminação  e práticas contra a integridade de religiosos angolanos, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) pode ser banida de  Angola . O diretor do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Francisco Castro, afirmou que é real a possibilidade de que a igreja feche as portas no país, caso as acusações sejam comprovadas.

A IURD vem sendo alvo de protestos na  Angola desde o final de novembro de 2019, quando um grupo de 300 bispos e pastores romperam com Edir Macedo, líder da Universal. Ao anunciarem a ruptura, eles denunciaram que a igreja estava praticando doutrinas contrárias à religião, como a exigência da vasectomia e da castração química.

A Procuradoria-Geral da República abriu um processo com base nessa denúncia e está investigando o caso. Existe ainda um segundo processo em andamento, esse para investigar outra acusação, feita pelo mesmo grupo, de que a IURD estaria enviando dinheiro ao exterior de maneira ilegal.

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Relatos feitos por pastores à agência de notícias RFI indicam que eram realizadas caravanas para o Templo de Salomão, em São Paulo. Cerca de 300 pastores desembarcavam na capital paulista com quantias em dólar que eram recolhidas na sede da igreja.  

Possibilidade de expulsão

Caso as denúncias sejam comprovadas, a lei da Liberdade da Religião da Angola prevê suspensão, revogação do reconhecimento e extinção da seita. Ao se defender, a Igreja Universal diz que tudo se trata de uma “rede de mentiras arquitetadas por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, de condutas e até por práticas criminosas, com o único objetivo de terem a sua ganância saciada”.

Os processos estão em fase de instrução preparatória e sob segredo de justiça, ainda sem prazo para serem encaminhados para julgamento. De qualquer maneira, segundo Waldemar José, diretor do Ganiete de Comunicação institucional e Imprensa do Ministério do Interior, “há material o suficiente para se deflagrar um processo-crime por se tratar de crimes públicos”

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