Embaixada mexicana na Bolívia é palco de guerra diplomática
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Embaixada mexicana na Bolívia é palco de guerra diplomática


A Bolívia e o México vivem uma verdadeira " guerra diplomática " devido a um grupo de nove membros do governo do ex-presidente Evo Morales que se refugiaram na embaixada mexicana em La Paz .

Desde 23 de dezembro, policias e forças de segurança da Bolívia estão no entorno do prédio controlando, inclusive, os carros que acessam a embaixada para evitar que as nove pessoas fujam.

O governo de Jeanine Áñez , que assumiu a Bolívia após a renúncia de Morales , nega-se a conceder um salvo-conduto para que o grupo deixe o país. Isso porque a Justiça boliviana pretende processá-los junto com Morales. La Paz afirma que a operação policial na embaixada se trata de um pedido de proteção feito pelo próprio México .

Tensão

No entanto, o Ministério das Relações Exteriores mexicano definiu a situação como "um verdadeiro assédio", o que violaria a Convenção de Viena sobre sedes diplomáticas. Nesse sentido, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard , anunciou a intenção do país de levar o caso para a Corte Penal Internacional (CPI ), em Haia, na Holanda .

Em reposta, o ministro da Presidência boliviano , Yerko Nuñez , rebateu que a decisão mexicana de acionar a Corte de Haia "não faz sentido". "Queremos oferecer segurança à embaixada do México, mas também queremos que todos que cometeram atos de terrorismo e sedição, que incentivaram distúrbios, sejam submetidos à Justiça", afirmou.

Diálogo

Ontem à noite (26), o subsecretário de Relações Exteriores do México, Maximiliano Reyes, propôs à chanceler boliviana, Karen Longaric, um encontro em um país neutro para discutir o caso.

A Bolívia aceitou a oferta, mas exigiu que o negociador fosse Ebrard, e não Reyes. No grupo refugiado na embaixada estão quatro ex-ministros de Morales: Juan Ramón Quintana (Interior), Javier Zavaleta López (Defesa), Félix César Navarro Miranda (Minas e Energia) e Wilma Alanoca (Cultura).

Exilado

Evo Morales renunciou à Presidência em novembro, após uma série de protestos populares sobre possíveis violações nas eleições.Em um primeiro momento, ele ficou no México, depois seguiu para Cuba e, agora, está na Argentina. (ANSA)

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