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Segundo informações de Buenos Aires, a conversa culminou em acordo para manter 'um canal de diálogo permanente' entre os dois países vizinhos

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Reprodução/Wikipedia
Felipe Solá deve vir ao Brasil já no mês de janeiro

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, teve uma longa conversa por telefone com o chanceler argentino, Felipe Solá, e o convidou nesta quinta-feira para uma visita a Brasília "no final do próximo mês", afirmou a Chancelaria argentina em um comunicado. A conversa, que durou uma hora e meia, abre caminho para um possível acordo entre os ministérios para políticas comuns em torno das relações comerciais.

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"A relação entre a Argentina e o Brasil é de dois países irmãos que historicamente tem mantido frutíferas relações comerciais, culturais e políticas", expressou Solá, segundo o comunicado.

De acordo com o documento, os dois ministros concordaram a respeito da necessidade de dar importância à participação dos setores privados nas negociações comerciais entre ambos os países.

A conversa, que culminou em um acordo para manter "um canal de diálogo permanente" e em um encontro em Brasília , marcado para 31 de janeiro, também teve participação do secretário de Política Exterior da Argentina, Pablo Tettamanti; do chefe de gabinete da Chancelaria, Guillermo Chaves; e do novo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli.

No início de dezembro, em um recado direto a Solá, Araújo havia afirmado que o governo brasileiro está disposto a "construir pontes", mas não "com o passado recente e desastroso". Uma semana antes, Solá havia afirmado que o Brasil tenta instalar um debate ideológico no Mercosul.

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O embaixador Scioli, ex-vice-presidente da Argentina entre 2003 e 2007 e derrotado por Maurício Macri na corrida presidencial de 2015, foi apresentado pelo presidente Alberto Fernández como seu primeiro gesto para uma boa relação com o Brasil, por representar um nome que "valoriza muito". Em entrevista ao Globo, Scioli disse que sua função seria "aproximar posições" entre os dois países.