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Governo mexicano ofereceu asilo para o ex-presidente boliviano, que publicou em rede social que voltará 'com mais força e energia'

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Reprodução/Twitter
Ex-presidente boliviano já viajou para o México

Evo Morales deixou a Bolívia rumo ao México, na madrugada desta terça-feira (12), depois que o governo mexicano enviou um avião da Força Aérea para buscá-lo em Chimoré, no departamento (estado) de Cochabamba, onde ele estava desde domingo, quando anunciou sua renúncia sob pressão da oposição e dos militares. A informação foi confirmada pelo chanceler do  México , Marcelo Ebrard, através do seu perfil do twitter. O governo mexicano ofereceu asilo para o presidente.

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"O avião da Força Aérea Mexicana já decolou com Evo Morales a bordo. De acordo com as convenções internacionais atuais, está sob a proteção do México . Sua vida e integridade estão seguras." escreveu o ministro de Relações Exteriores.

No twitter, o ex-presidente da Bolívia anunciou na noite de segunda-feira que estava deixando o país. Logo em seguida, o governo mexicano confirmou que ele embarcara no avião.

"Irmãs e irmãos, parto rumo ao México, agradecido pelo desprendimento do governo desse povo irmão que nos deu asilo para preservar nossa vida. Dói-me abandonar o país por razões políticas, mas sempre estarei ao seu lado. Logo voltarei com mais força e energia", escreveu Morales no Twitter.

Ebrard disse mais cedo que já havia informado o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia da concessão de asilo e que pedira um salvo conduto e "garantias de vida" para Morales. O chanceler também pediu à ONU proteção internacional para o ex-presidente. Morales havia denunciado a invasão e vandalização de sua casa em Cochabamba.

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A renúncia de Morales em pronunciamento pela TV, na tarde de domingo, deixou um vácuo de poder na Bolívia. As autoridades da cadeia sucessória, começando pelo vice-presidente Álvaro García Linera e pelos presidentes e vice-presidentes da Câmara e do Senado, todos integrantes do MAS (Movimento ao Socialismo) de Morales, também abandonaram seus cargos, levantando questionamentos sobre quem assumiria o poder.