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Duas pessoas morreram na madrugada de domingo nos mais graves distúrbios registrados em décadas no Chile

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Manifestantes voltaram às ruas do Chile


Após mais um dia de protestos, que deixaram duas mortes na madrugada de domingo, as autoridades chilenas estenderam o toque de recolher na capital, Santiago, que começa a valer a partir das 19h (horário local.). O anúncio foi feito na tarde desde domingo, pelo general Javier Iturriaga, após uma reunião.

Duas pessoas morreram na madrugada de domingo nos mais graves distúrbios registrados em décadas no Chile, com dezenas de estabelecimentos comerciais saqueados e incendiados, cenário que levou o governo a decretar toque de recolher em três regiões e a mobilizar 9.500 agentes das forças de segurança. No total, mais de 1.400 pessoas já foram presas.

Para o advogado e cientista político Carlos Huneeus, professor da Universidade do Chile, a falta de sensibilidade do governo Piñera para tratar do tema está por trás dos protestos.

— O governo tem uma equipe dominada por empresários, com uma agenda que mantém as desigualdades e favorece as grandes empresas. Estão no gabinete de Piñera personalidades que trabalham com os principais grupos econômicos do país, que não tem sensibilidade para entender a desigualdade —afirma, lembrando que o próprio presidente faz parte da lista dos chilenos mais ricos, segundo a Forbes. — A fortuna de Piñera representa 0,98% do PIB chileno. Nenhum presidente no Brasil, por exemplo, onde a desigualdade é altíssima, formava parte desse grupo. Nem Macri, na Argentina, ou até mesmo Donald Trump são proporcionalmente tão ricos quanto ele.