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Promotoria Pública, nos EUA, acusou pais adotivos de negligência médica. Seth sofria de pancreatite aguda e sepse, que desencadeia inflamação geral

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Arquivo pessoal
A polícia foi acionada por Timothy e Sarah Johnson quando o menino foi encontrado inconsciente, coberto de vômito.

O garoto Seth Johnson morreu com apenas 7 anos após seus pais adotivos,  Timothy e Sarah Johnson, se recusarem a levá-lo no hospital. Ao invés disso, 'rezaram' para curar a criança, que faleceu.

A Promotoria Pública do Estado de Minnesota, nos Estados Unidos acusou os responsáveis por negligência. Os dois devem comparecer ao tribunal até o final do mês, mas o caso aconteceu em 30 de março de 2015. 

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Seth sofria de pancreatite aguda e sepse, doença que ocorre quando substâncias químicas são liberadas na corrente sanguínea para combater uma infecção, desencadeando uma inflamação em todo o corpo. Os documentos judiciais alegam que o garotinho tinha lesões e contusões diversas no corpo. 

A justiça disse ainda que Seth foi deixado sozinho em casa sob os cuidados do irmão de 15 anos para que os pais fossem a um casamento durante um final de semana. Na volta, ambos apenas oraram pelo filho para que ele se sentisse melhor.

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A criança já estava em um estado crítico de saúde. A polícia foi acionada por  Timothy e Sarah Johnson quando o menino foi encontrado inconsciente, coberto de vômito. 

No dia da morte de Seth, os pais trataram suas feridas com pomada antibiótica e 'mel medicinal', alegando que tinham 'problemas com médicos' e, por isso, preferiam orar em casa pelo filho ao invés de socorrê-lo. 

Durante o depoimento à justiça, o casal afirmou que o garoto tinha sido diagnosticado com síndrome alcoólica fetal e transtorno de apego reativo. Essas são doenças comuns em quem sofre negligência durante a infância. A clínica que foi dada como referência não tinha registros de Seth, de acordo com o Estado de Minas.