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FBI investiga um dos casos registrados no fim de semana como possível crime de ódio e ato de terrorismo doméstico contra pessoas mexicanas

Donald Trump em pronunciamento arrow-options
Official White House/Tia Dufour
Para o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos Kim Darroch, Trump deixou acordo nuclear com Irã para contrariar Barack Obama

O presidente dos EUA, Donald Trump , pela primeira vez relacionou a ideologia do supremacismo branco aos ataques a tiros que mataram ao menos 29 pessoas no país no último fim de semana. Em pronunciamento na Casa Branca, Trump condenou o “racismo, intolerância e supremacismo branco” que teriam alimentado os atentados.

“Estas ideologias sinistras precisam ser derrotadas”, afirmou. “O ódio não tem lugar na América. O ódio distorce a mente, devasta o coração e devora a alma. Essas matanças bárbaras são um ataque contra uma nação e um crime contra toda a Humanidade”, disse.

Trump está sob pressão de opositores democratas, que o acusam de usar um discurso que incita o ódio contra imigrantes que está por trás do ataque que deixou ao menos 20 mortos em um supermercado da rede Walmart na cidade fronteiriça de El Paso, no Texas. 

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O FBI está investigando o caso como um possível crime de ódio e ato de terrorismo doméstico. Dos 20 mortos em El Paso, sete eram mexicanos. Treze horas depois, outro atirador fez pelo menos mais nove vítimas fatais no Centro da cidade de Dayton, no estado americano de Ohio. Neste caso, as autoridades americanas ainda investigam a motivação do crime.

Trump disse que a legislação sobre saúde mental precisa ser mudada para melhor identificar indivíduos perturbados e pediu a pena de morte para aqueles que cometam assassinatos em massa e crimes de ódio.

O presidente dos EUA também disse ter orientado o Departamento de Justiça que trabalhe com as autoridades locais e empresas de mídia social para detectar estes indivíduos antes que cometam os ataques. Trump também responsabilizou a internet, as mídias sociais e videogames violentos pela radicalização que leva a estes tipos de ataques.

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“Temos que parar com a glorificação da violência em nossa sociedade. Isso inclui os horríveis e terríveis jogos de videogame que agora são comuns”, avaliou. “Hoje é muito fácil para jovens problemáticos se cercarem de uma cultura que celebra a violência .”

Mais cedo nesta segunda-feira (5), Trump pediu aos congressistas a instituição de checagens mais duras de potenciais compradores de armas, sugerindo em um tuíte que a legislação poderia estar ligada à reforma das leis de imigração . Durante o pronunciamento na Casa Branca, porém, o presidente dos EUA não mencionou a questão da imigração.