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Segundo porta-voz, presidente "ainda está avaliando" se vai indicar o filho para a embaixada do Brasil nos EUA, mas destaca "acesso facilitado" a Trump

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Reprodução/Instagram/Bolsonarosp
Presidente Jair Bolsonaro disse que a indicação do filho para embaixada traria "acesso facilitado" a Trump

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) divulgou nesta segunda-feira (15), por meio de seu porta-voz, Otávio do Rêgo Barros, um texto que contém “uma série de dados” que justificam a possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) , seu filho, para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. 

Dentre as cinco “considerações” enumeradas pelo presidente para orientar a “eventual designação” de Eduardo estão a viabilidade legal da indicação e o que ele classificou como “o acesso facilitado ao mandatário daquela nação amiga”, em referência ao presidente Donald Trump. Segundo Rêgo Barros, no entanto, Bolsonaro ainda está avaliando se fará o convite oficialmente ao parlamentar.

No comunicado lido pelo porta-voz no início da noite, o presidente destaca que a indicação de embaixadores para qualquer nação que mantenha relações diplomáticas com o Brasil “é uma atribuição única e exclusiva do chefe do Poder Executivo”.

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Veja a seguir as justificativas do presidente para a eventual indicação:

  1. É legalmente viável;

  2. Ele [ Eduardo ] detém a total confiança do presidente Bolsonaro e o acesso facilitado ao mandatário daquela nação amiga;

  3. É presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados;

  4. É conhecedor de relações internacionais; e

  5. Tem acompanhado comitivas do governo lideradas pelo presidente e internalizado os princípios da atual política externa do Brasil.
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