Tamanho do texto

Scot Peterson era responsável pela segurança da Marjorie Stoneman Douglas no dia em que um atirador matou 17 estudantes e funcionários

Parkland
Reprodução/CNN
Massacre de Parkland segue repercutindo: policial é preso


Um policial acusado de não ter agido durante um massacre de 17 pessoas em uma escola de Parkland , no estado americano daFlórida , foi preso na tarde desta terça-feira. Scot Peterson, então vice-xerife do Condado de Broward, era o responsável pela segurança da escola Marjorie Stoneman Douglas, no dia 14 de fevereiro de 2018.

Foi nesse dia que Nikolas Jacob Cruz , um ex-aluno, entrou atirando no prédio. Entre as vítimas estavam 14 estudantes e 3 funcionários da escola. Outras 17 pessoas ficaram feridas. Nikolas foi preso e hoje aguarda julgamento. Ele pode ser condenado à morte.  Policial nada fez.

Segundo os investigadores, Scot Peterson não investigou a origem dos disparos, não ajudou os estudantes enquanto estavam sendo atacados e ainda orientou os outros policiais para que ficassem a mais de cem metros do prédio. O inquérito durou 15 meses, ouvindo mais de 180 pessoas e muitas horas de vídeos. Os próprios agentes envolvidos na operação policial reconheceram que foi um “episódio caótico”.

"A investigação mostra que o ex-vice-xerife Peterson não fez absolutamente nada para evitar o  tiroteio  na escola Marjorie Stoneman Douglas, que matou 17 alunos, professores e funcionários, além de deixar 17 feridos. Não pode haver desculpa para essa completa falta de ação, uma falta de ação que custou vidas", afirmou o comissário do Departamento de Polícia da Flórida, Rick Swearingen.

Ao todo foram 11 acusações feitas pela promotoria , incluindo negligência e falso testemunho. A fiança foi fixada em US$ 102 mil. Ele e um outro policial que faziam a vigilância da escola no dia do ataque acabaram demitidos da polícia do Condado de Broward. A defesa deles ainda não se pronunciou sobre a prisão ou as acusações apresentadas pela promotoria.

Depois do massacre, os estudantes da escola de Parkland lideraram um movimento nacional defendendo um maior controle das armas nos EUA, chamado de " March For Our Lives "("Marcha pelas nossas vidas", em inglês). O movimento levou mais de 2 milhões de pessoas às ruas em março daquele ano.