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De acordo com investigações iniciais, a mãe, Débora, reclamou da demora dos serviços de emergência; inquérito foi aberto nesta sexta-feira (25)

Família de brasileiros
Reprodução/Facebook
Família de brasileiros é encontrada morta por inalação de gás que vazou em apartamento alugado no Chile


A polícia do Chile investiga se houve negligência de parte de policiais durante o resgate da família de brasileiros que foi encontrada morta em Santiago na última quinta-feira (23). A apuração foi aberta nesta sexta-feira (24).

De acordo com as apurações inciais, quando os primeiros sintomas de intoxicação foram sentidos pela família, cerca de quatro horas antes do falecimento,  Débora Muniz Nascimento de Souza, e Fabiano de Souza; os filhos Karoliny e Felipe Nascimento de Souza; e seu tio, Jonathas Nascimento Kruger e a mulher dele, Adriane Krueger, entraram em contato com a polícia local para pedir ajuda.

Em um áudio que a mãe, Débora, enviou aos familiares na quarta-feira (22), ela reclamou da demora dos serviços de emergência. Segundo a polícia, o agente enviado ao local não encontrou o endereço informado.

Andrés Chádwick, ministro do Interior e Segurança, informou que quer esclarecer se a polícia de fato conseguiu comunicação coma s vítimas e como esses agentes atuaram após receber o telefonema. 

Foi o cônsul-adjunto brasileiro no Chile , Ezequiel Chamorro Petersen, quem encontrou os corpos dos seis brasileiros . Diante do apelo de emergência de parentes no Brasil, ele decidiu ir pessoalmente ao prédio, no qual a família havia alugado um imóvel pela plataforma AirBnB .

No último contato com a família em Santa Catarina, os turistas se queixaram de mal-estar. Depois, não mais responderam às ligações e mensagens. Os parentes então resolveram buscar a ajuda da representação brasileira na cidade.

Os representantes diplomáticos do Brasil no Chile também tentaram telefonar para os turistas , sem sucesso. Chamorro Petersen seguiu para o apartamento alugado, na rua Santo Domingo. Lá, bateu na porta e ninguém respondeu. Decidiu contratar um chaveiro para forçar a fechadura da porta.

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"Chamamos alguém para abrir a porta. Ao entrar, sentimos logo o odor de gás e encontramos os corpos já mortos",recordou o brasileiro, que até junho do ano passado servia na delegação do Brasil nas Nações Unidas, em Genebra. "O que fizemos foi abrir as janelas. Chamamos os policiais e saímos do apartamento."