Tamanho do texto

Casos estão sendo concentrados na província Kivu do Norte, no leste do Congo; autoridades congolesas estão adotando terapia para tratar doentes

Essa é a nona vez que a República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ebola no país
shutterstock
Essa é a nona vez que a República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ebola no país

A nova epidemia de Ebola na República Democrática do Congo já registrou 41 mortes, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (14). Esse é a segunda vez que o país enfrenta a doença neste ano.

Desta vez, a epidemia de Ebola está centralizada na província Kivu do Norte, localizada ao leste do país - a cerca de 2.500 quilômetros de distância de Équateur, onde ocorreu o primeiro surto .

A OMS divulgou que, desde o dia 1º de agosto, quando a nova epidemia começou, 57 casos da doença foram identificados. Desses, 30 foram confirmados e outros 27 são prováveis. Uma das mortes foi identificada, pela primeira vez, em outra província, a vizinha Ituri.

"É a primeira vez que a doença afeta uma zona muito povoada e em situação de conflito intenso", declarou a organização em um comunicado. Sete profissionais de saúde também foram infectados com o Ebola.

A província de Kivu do Norte concentra mais de 1 milhão de refugiados e faz fronteira com Ruanda e com Uganda. O local registra grande movimento de pessoas em razão de atividades comerciais.

Em visita ao país, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu acesso livre e seguro para que “todos os atores envolvidos na resposta a esta epidemia possam atender as populações afetadas".

As autoridades da República Democrática do Congo , por sua vez, informaram que equipes médicas em Beni e Mangina, epicentro da epidemia, começaram a usar a molécula terapêutica Mab114 para tratar os doentes.

A OMS já  alertou autoridades de países vizinhos para que se mantenham alertas e preparadas caso seja necessário agir contra o Ebola.

Fim da epidemia de Ebola em Équateur

Reprodução do vírus responsável pelo surto de Ebola, que causa a febre hemorrágica capaz de matar entre 50% e 90% dos afetados
shutterstock
Reprodução do vírus responsável pelo surto de Ebola, que causa a febre hemorrágica capaz de matar entre 50% e 90% dos afetados

No dia 24 de julho, o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo declarou fim à epidemia da doença no país africano, que ocorreu na província de Équateur. Após 33 mortes, a doença não causou mais nenhuma vítima nos últimos 42 dias - o equivalente a duas vezes o período de incubação do vírus.

A notícia, que já havia sido antecipada pela OMS há uma semana, foi anunciada oficialmente em um comunicado do ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga. "Declaro a partir deste dia, o fim da epidemia de Ebola na província de Equateur, na República Democrática do Congo", escreveu.

Detectada no noroeste do Congo em abril, a epidemia foi tratada pela OMS e pelas autoridades congolesas. A mobilização resultou na  implantação de uma vacina experimental contra a doença, que foi ministrada para mais de 3,3 mil pessoas nas áreas de risco.

A ação ajudou a conter a enfermidade no Congo , mesmo quando ele atingiu a área de Mbandaka, região de alto risco de contaminação, onde 1,5 milhão de pessoas vivem com a ligações de corrente de ar e de rios com a capital Kinshasa.

"No total, depois da verificação, o comitê de coordenação nacional registrou 54 casos (de Ebola), com 33 mortos e 21 sobreviventes", ressaltou Ilunga.

Leia também: Cientistas do Quênia desenvolvem duas novas vacinas contra o vírus Ebola

Seguindo os padrões internacionais, uma epidemia ou surto de Ebola só são consideradas finalizadas depois de 42 dias que as amostras de sangue do último caso foram negativas pela segunda vez.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.