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Ação criada no Facebook já ultrapassou mais de meio milhão de doações desde sábado (16) e deve ajudar a juntar famílias que foram separadas ao entrarem ilegalmente pela fronteira do México no país norte-americano

Campanha visa ajudar famílias de imigrantes que foram separadas em razão da nova política implantada nos EUA
Reprodução/Facebook
Campanha visa ajudar famílias de imigrantes que foram separadas em razão da nova política implantada nos EUA

Mais de U$ 19,5 milhões de dólares foram angariados para ajudar a reunir crianças separadas dos pais que entraram ilegalmente nos EUA pela fronteira do México. A arrecadação de fundos foi feita a partir de uma campanha criada no Facebook, onde mais de meio milhão de pessoas participaram com doações.

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Os números são de acordo com a situação da campanha no início da tarde deste sábado (19). A ação feita para ajudar as famílias de imigrantes nos EUA , intitulada “Reúna um pai imigrante com o filho” (ou “Reunite an immigrant parent with their child” , em inglês) já ultrapassa o equivalente a R$ 61 milhões. É o maior valor já arrecadado em uma campanha feita pela rede social.

Segundo a porta-voz da rede social Roya Soleimani Winner, mais 500 mil pessoas fizeram doações em prol da reunião das famílias separadas pela política tolerância zero da administração Donald Trump .  

A campanha foi criada no sábado (16). Inicialmente com um alvo de U$1,5 mil dólares. Mas a arrecadação foi recorde na rede social com até U$10 mil dólares por minuto.

Organizada dentro da ferramenta chamada Fundraiser, do Facebook, a campanha bateu todas as metas estipuladas. Desde o lançamento, o esforço de arrecadação de dinheiro aumentou regularmente sua meta. Hoje a meta foi alterada para U$25 milhões.

Criadores

A campanha foi criada pelo casal Charlotte Willner e Dave Willner, moradores da Califórnia. Ambos trabalharam no grupo que fundou o Facebook. Eles tomaram a decisão, segundo a imprensa californiana, após ver um foto da menina hondurenha de 2 anos, olhando e chorando para a mãe, enquanto ela era revistada pela patrulha fronteiriça, no Sul do Texas.

Charlotte diz que ela e o esposo lembraram-se da própria filha, de 2 anos, ao ver a menina chorando, e decidiram  criar a campanha. “Essas não são crianças com as quais não precisamos nos importar. Elas são como nossos filhos ”, disse Charlotte Willner ao San Jose Mercury News, um jornal local da Califórnia.

O dinheiro arrecadado será usado para campanhas do Refugee and Immigrant Center for Education and Legal Services,  RAICES, uma organização sem fins lucrativos que fornece serviços legais gratuitos para crianças, famílias e refugiados imigrantes no centro e sul do Texas.

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Entenda a polêmica

Há seis semanas, uma política de tolerância zero com relação à travessia ilegal de imigrantes , foi implantada pelo governo do presidente Donald Trump. A situação gerou revolta em todo o mundo, já que crianças estariam sendo separadas de seus pais.

A nova medida estabelece que todo adulto pego atravessando a fronteira ilegalmente deve ser criminalmente processado. Caso seja capturada, a pessoa será encaminhada a um centro federal de detenção de imigrantes até que se apresente a um juíz.

Apesar de não mencionar a separação de crianças, essa é uma consequência inevitável, já que os menores não podem ser mantidos nos centros de detenção.

Isolado mesmo dentro de seu partido, o presidente republicano cedeu à pressão internacional e à de sua própria esposa, Melania Trump, e acabou assinando uma ordem executiva para reunir pais e filhos imigrantes separados ao cruzarem a fronteira com o México. "Conseguiremos manter as famílias juntas", disse.

Antes disso, mais de 2 mil crianças foram separadas de seus pais por determinação de Trump, em uma tentativa radical de combater a imigração clandestina. Entre elas, há pelo menos 49 crianças brasileiras.

Com a nova ordem, as famílias apreendidas nas fronteiras dos EUA serão mantidas unidas. Porém, a nova ordem só vale para novos casos. Os pais que já estão longe da sua criança imigrante , continuarão assim – segundo primeiras ordens.

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*Com informações da Agência Brasil

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