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Em um país tradicionalmente conservador, a presença de um guerrilheiro no segundo turno preocupa e anima; candidato da direita, porém, tem vantagem

Dois candidatos que estão na disputa representam os extremos na Colômbia: Ivan Duque e Gustavo Petro
Reprodução/Facebook
Dois candidatos que estão na disputa representam os extremos na Colômbia: Ivan Duque e Gustavo Petro



Os quase 37 milhões de eleitores colombianos vão às urnas, neste domingo (17), para escolher quem vai ocupar a presidência do país depois de Juan Manuel Santos. Essa é a primeira vez que um candidato de esquerda, ex-guerrilheiro, fica tão perto de assumir o cargo mais alto da Colômbia. 

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Os votos que forem dados hoje já são do segundo turno. Os dois candidatos que estão na disputa representam os extremos: o ex-senador Ivan Duque, de direita, e o esquerdista Gustavo Petro. O eleito terá mandato de quatro anos na Colômbia .

O resultado de hoje pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Além disso, há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

O presidente que for eleito terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida. 

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Além disso, também é esperado dos candidatos medidas de combate à corrupção, ao aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

Propostas dos candidatos na Colômbia

Duque e Petro possuem propostas econômicas bem diferentes entre eles. Duque, por exemplo, que é desconhecido da maioria do eleitorado, passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014.

Por conta disso, ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

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Para Petro, a economia da Colômbia é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.

* Com informações da Agência Brasil.

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