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Principal rival do candidato de direita, o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, ficou em segundo lugar com 41,81%

Novo presidente da Colômbia pretende reduzir os impostos para as empresas com o intuito de incentivar a produção
Reprodução/ Facebook
Novo presidente da Colômbia pretende reduzir os impostos para as empresas com o intuito de incentivar a produção

Os eleitores colombianos elegeram o ex-senador Iván Duque, candidato da direita, como presidente da Colômbia neste domingo (17). Com os votos apurados, Duque, candidato do partido Centro Democrático, conquistou 53,97% dos votos.  

Principal rival de Iván Duque, o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, ficou em segundo lugar com 41,81%. A abstenção na votação foi de quase 48%. Essa foi a primeira eleição desde a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) , em 2016, que colocou fim a meio século de guerra entre o governo e a maior guerrilha do país

Ao longo da campanha, Duque prometeu “rever o acordo”, negociado pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que ganhou o prêmio Nobel da Paz. Seu padrinho político, o ex-presidente Álvaro Uribe, foi um dos maiores críticos do documento, por considerar que tinha sido demasiado generoso com os ex-guerrilheiros.

Na época, sete mil rebeldes aceitaram deixar as armas em troca de anistia e do direito de formar um partido político, com oito assentos garantidos no novo Parlamento.

Os dois candidatos defendiam posições econômicas diferentes. Duque pretende reduzir os impostos para as empresas com o intuito de incentivar a produção e atrair capital privado. Petro estava mais preocupado com a dependência da economia colombiana do petróleo.

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Uribismo

Para muitos colombianos, a vitória de Duque representa o retorno ao Uribismo. Durante seus oito anos na presidência, Álvaro Uribe combateu as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país.

Muitos colombianos consideram que a política linha dura enfraqueceu os guerrilheiros – motivo pelo qual acabaram aceitando negociar um acordo de paz. No entanto, o governo de Uribe também é associado a sérias violações de direitos humanos, cometidas pelas forcas de segurança e grupos paramilitares.

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Santos foi ministro de Defesa de Uribe, antes de ser eleito presidente da Colômbia em 2010. Uribe, entretanto, foi o mais duro critico do acordo de paz negociado com as Farc. Santos ainda tenta negociar um acordo com o ELN, antes de deixar o cargo.

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