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País já havia anunciado a soltura de outros 39 presos políticos na sexta-feira (1º); medida atende à promessa do presidente reeleito, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou a soltura de quase 80 presos políticos desde sexta-feira (1º)
Divulgação/Governo da Venezuela - 30.7.2017
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou a soltura de quase 80 presos políticos desde sexta-feira (1º)

A Venezuela anunciou a libertação de 40 presos políticos que estavam detidos nos últimos anos no País, incluindo três deputados. A informação foi anunciada pela Comissão da Verdade da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Delcy Rodriguez.

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“Agradecer (...) especialmente ao presidente do Tribunal Supremo de Justiça [Maikel Moreno] e ao procurador [Tareq Saab] que fazem possível podermos executar eficazmente estas medidas solicitadas pelo presidente Nicolás Maduro”, declarou Rodriguez.

As libertações são parte de uma promessa do presidente venezuelano após sua contestada reeleição em 20 de maio. Maduro busca um novo diálogo político com a oposição em relação ao seu novo período de governo, que irá até 2020.

Segundo o dirigente do partido Copei, Pedro Pablo Fernández, um dos fiadores deste processo, publicou em sua conta do Twitter que entre os libertados estão os deputados Gilber Caro e Renzo Prieto, do Vontade Popular (VP), e Wilmer Azuaje, do Primeiro Justiça (PJ).

Raúl Emilio Baduel, filho do general preso Raúl Isaías Baduel, antigo aliado do ex-presidente Hugo Chávez que foi rebaixado de patente por Maduro em março do ano passado por suposta conspiração também recebeu o benefício. Raúl Emilio foi preso em 21 de março de 2014 por “instigação pública, intimidação pública e associação criminosa”, e foi condenado a oito anos de prisão.

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Libertação

Na sexta-feira (1º), outros 39 presos foram liberados. A lista foi encabeçada pelo deputado suplente Gilberto Caro, de 44 anos, que havia sido detido em janeiro de 2017. Ele foi acusado de traição à pátria e subtração de armas das Forças Armadas. O ex-prefeito Daniel Ceballos e o general reformado Ángel Vivas também foram soltos.

A organização não governamental (ONG) venezuela Fórum Penal, que lidera a defesa dos presos políticos, ressaltou, contudo, que 16 dos 39 libertos não eram opositores, conforme foi informado antes pelo governo.

A Fórum Penal ainda calcula que outros 350 presos políticos estão aguardando a confirmação do status de cada uma das medidas aplicadas desde sexta-feira na Venezuela.

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